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Apesar do recuo na produção do etanol na 1ª quinzena de junho, de 8,7% conforme a Unica detalhou, o hidratado sentiu a concorrência da gasolina nas bombas e alinhou a segunda semana que recuo nas vendas às distribuidoras.

O Cepea anotou menos 2,42%, com o litro a R$ 2,8057.

Não há dados sobre a oferta de comercialização das indústrias nos primeiros dias da 2ª quinzena — a entidade das empresas divulgará o balanço no começo de julho -, mas em levantamento divulgado ontem a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustível (ANP) percebeu movimentos discretos a favor do hidratado.

A reguladora registrou que a gasolina aumentou 0,22% nas bombas (R$ 5,695), enquanto o biocombustível reduziu 1,06% o litro, para a média de R$ 4,354. No mesmo levantamento semanal, o diesel também perdeu 0,22%.

Talvez explique a leve melhora das margens dos distribuidores nos últimos dois dias úteis, com levantamento igualmente do Cepea.

A paridade do etanol em relação ao seu competidor, que estava pouca coisa abaixo de 80%, recuou um pouco mais.

A Petrobras (PETR4) diminui o preço na refinaria em 2% no último dia 11. Apesar de as cotações do petróleo permanecerem altas, os custos foram sendo absorvidos pelo dólar mais baixo nas importações, como confirmou a estatal.

Nesta sexta, o petróleo fechou já passando dos US$ 76 o barril em Londres, mais 0,74%. E a divisa americana segue abaixo dos R$ 5.

Qual é a conta que a Petrobras faz para se ver até onde vai a capacidade da companhia em protelar o reajuste na relação cotação do petróleo versus câmbio é algo que deverá se saber no início da próxima semana.

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