Açúcar: indicação é de déficit “considerável” em 2019/20

Os preços internacionais do açúcar começaram o ano com um viés positivo, refletindo o consenso de que o mercado enfrenta um déficit estatístico “considerável” na safra 2019/20. A análise foi apresentada há pouco pela Organização Internacional do Açúcar (OIA), que tem sede em Londres, e que identificou também uma mudança nas posições dos fundos de hedge para o longo prazo nos primeiros dias do ano.
A última projeção para o mercado mundial do açúcar apresentado pela OIA foi feita em novembro do ano passado, quando contava com um déficit de 6,115 milhões de toneladas na safra 2019/20, que vai de outubro deste ano até setembro do ano que vem. O volume é maior do que a previsão anterior de consumo maior do que a oferta de 4,763 milhões de toneladas. A próxima estimativa da entidade deve ser divulgada na segunda quinzena deste mês, mas não há uma data marcada.
De acordo com o relatório mensal da instituição divulgado hoje, os preços à vista do açúcar bruto (medidos pelo preço diário da ISA) subiram de 13,24 centavos de dólar por libra-peso no início do mês para 14,57 centavos de dólar por libra-peso em 23 de janeiro, a cotação diária mais alta em dois anos. No final de janeiro, os preços se consolidaram em torno de 14,40 centavos de dólar por libra-peso, resultando em uma média mensal de 14,13 centavos de dólar por libra-peso, o que equivale a um aumento de 5,4% em relação à média de dezembro.
Os avanços no mercado de açúcar refinado foram ainda maiores, segundo a Organização. O Índice de Preços do Açúcar Branco ISO começou o ano em US$ 355,45 por tonelada e avançou para a máxima do mês de US$ 404,15 por tonelada durante a terceira semana de janeiro, um nível que não era visto desde junho de 2017. A média mensal ficou em US$ 387,73 por tonelada, um aumento de 9,1% em relação aos US$ 355,67 por tonelada do mês anterior.
O Prêmio Nominal de Açúcar Refinado (o diferencial entre o Índice de Preços ISO de Açúcar Branco e o Preço Diário ISA) também subiram consideravelmente, segundo a OIA, em termos de média mensal, passando de US$ 59,97 por tonelada em dezembro para US$ 76,16 por tonelada no mês passado. Com isso, se tornou o prêmio mais alto desde setembro de 2018.
Hedge Funds – Do lado técnico, após os fundos de hedge terem permanecido liquidamente vendidos no mercado de futuros e.opções de açúcar bruto da ICE, Nova York, na maioria dos meses desde o final de 2017, agora inverteram a posição e estão comprados em termos líquidos. “O mercado testemunhou uma forte reconstrução das apostas de alta”, comentou a OIA no documento. Os volumes passaram de 10.558 contratos líquidos de compra no fim de dezembro – quando já mostrava uma forte redução das posições – para 85.593 contratos de vendas durante a semana do mês passado encerrada no dia 28.
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