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Com o balanço de oferta e demanda global de açúcar (outubro a setembro), apertado e com o grande volume de safra brasileira já fixada associada às incertezas nos impactos da falta de chuva na produção de cana-de-açúcar, são os componentes ativos no mercado e devem fazer os preços seguirem firmes, de acordo com o Itaú BBA.

Os preços do açúcar apresentaram recuperação ao longo de abril voltando aos patamares vistos no final de fevereiro de 2021. Além disso, houve expiração da tela de maio de 2021, sendo julho de 2021 o vencimento mais próximo.

As cotações de açúcar encerraram o mês em US$ 17,44 l/p e US$ 16,98 l/p em julho/21, alta de 18% a 15%, respectivamente, comparando com o fechamento anterior.

Os preços do açúcar foram influenciados positivamente, segundo o banco, pelo ambiente macroeconômico mais favorável, que levou ao aumento da posição comprada dos fundos especulativos e o movimento de alta dos preços das commodities.

A alta dos preços foi atrelada, de acordo com o Itaú BBA, as preocupações com os impactos do período seco de 2020 e das chuvas abaixo da média histórica nos meses de fevereiro e a abril de 2021 na safra da região Centro-Sul. Com as estimativas de menor moagem, houve aperto do balanço de O&D.

“Com o início do outono são esperados volumes baixos de chuva no cinturão canavieiro favorecendo a colheita. Porém, com a irregularidade das chuvas realizadas, a produtividade pode continuar sendo impactada em algumas regiões caso não chova nos próximos meses. Por outro lado, o clima seco favorece o ATR e com as usinas operando em um ritmo mais lento, favorecem o mix para a produção de açúcar”, afirmam os analistas.

Natália Cherubin com informações do Itaú BBA

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