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As usinas brasileiras fixaram o preço de 1,2 milhão de toneladas de açúcar em outubro para entrega na próxima safra (2022/23), segundo levantamento da consultoria Archer Consulting. O valor médio das fixações feitas no mês foi de R$ 2.488 a tonelada.

O modelo da consultoria indica que já foram hedgeadas as exportações de 11 milhões de toneladas de açúcar para a próxima safra, ou 43,25% do total estimado. Em outubro do ano passado, o percentual de fixação para a safra 2021/22 era um pouco maior, de 45%.

O preço médio de fixação de todo o açúcar hedgeado até agora está em 16,21 centavos de dólar por libra-peso (sem prêmio de polarização, que indica a qualidade do produto), ou R$ 2.077 a tonelada (posto no porto de Santos). O valor em reais por libra-peso (90,42) já sobe há cinco safras.

Para que o etanol hidratado ofereça a mesma remuneração para a usina, o litro do biocombustível teria que valer R$ 3,6391 (sem impostos), mas atualmente o preço recebido já está acima desse patamar. Na última semana, o indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado vendido pelas usinas paulistas ficou em R$ 3,8918 o litro.

“Continuamos a sugerir que as usinas fixem preços em reais por tonelada ao longo da safra vinculando o volume fixado a uma compra de call (opção de compra) outof-the-money (opções fora-do-dinheiro) para aproveitar uma eventual alta dos preços em centavos de dólar por libra-peso”, escreveu Arnaldo Correa, diretor da Archer Consulting, em nota.

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