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Alta Mogiana expande irrigação por gotejamento e registra expressivos ganhos em produtividade agrícola

A área irrigada cresceu de forma consistente. A modalidade ‘salvamento’ com canhões autopropelidos já soma aproximadamente 1,4 milhão de hectares. No gotejamento, são cerca de 50 mil hectares, e no pivô central, entre 60 e 70 mil hectares.
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Projeto será apresentado durante 6º Seminário Brasileiro de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-Açúcar (IRRIGACANA), que acontece nos dias 28 e 29 de agosto em Ribeirão Preto/SP

Diante da grave crise hídrica de 2021, a Usina Alta Mogiana começou a buscar alternativas que pudessem minimizar os danos causados pela seca. Naquele ano, a unidade, com sede no município paulista de São Joaquim da Barra, chegou a enfrentar 170 dias sem chuvas expressivas, cenário que reduziu drasticamente a produtividade agrícola das áreas.

Uma das apostas foi no sistema de irrigação por gotejamento subterrâneo. Uma área de aproximadamente 30 hectares foi implantada com o objetivo de avaliar o impacto da tecnologia na mitigação da queda de produtividade agrícola entre os meses de maio e agosto. Hoje, três anos depois, a ferramenta está mais do que validada. O projeto inicial foi expandido para 93 hectares, com expectativa de ampliação para 217 hectares num futuro próximo.

Case de sucesso, o projeto será um dos destaques da programação do 6º Seminário Brasileiro de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-Açúcar (IRRIGACANA), que será realizado pelo GIFC (Grupo de Irrigação e Fertirrigação em Cana-de-Açúcar) nos dias 28 e 29 de agosto, em Ribeirão Preto/SP. Na ocasião, o Supervisor Agrícola da Usina Alta Mogiana, Júlio Naves, apresentará com detalhes toda a cronologia desse primeiro investimento em gotejamento, bem como os benefícios já alcançados.

Na visão do profissional, a irrigação deve ser vista como um seguro de produtividade, especialmente no cenário climático atual, em que as estiagens se tornaram cada vez mais severas e frequentes. “Ao implantar a tecnologia dentro da matriz produtiva, as perdas em anos de baixa pluviosidade serão menores. Já nos anos climaticamente favoráveis, será possível manter ou até mesmo verticalizar a produção das áreas.”

Com relação ao gotejamento, Júlio Naves – que também é vice-presidente do GIFC – salienta que seu grande diferencial é a possibilidade de aplicar as quantidades ideais de água e nutrientes no momento certo e diretamente na raiz da planta, maximizando a resposta da cana e reduzindo os custos de produção.

Serviço

Seminário Brasileiro de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-Açúcar (IRRIGACANA)

Data: 28 e 29 de agosto de 2024

Local: Multiplan Hall Ribeirão Shopping – Ribeirão Preto/SP

Inscrições abertas: https://forms.gle/LLT94pvHiXFpd5bw5

Mais informações: irrigacana@gifc.com.br ou www.gifc.com.br/irrigacana-2/

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Episódio 24: A irrigação será indispensável para o futuro da cana-de-açúcar?

Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

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