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Biocoalizão fortalece o setor sucroenergético

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O setor sucroenergético tem agora um novo grupo para apoiar e fortalecer o segmento. Foi lançada nesta quinta-feira a Biocoalizão, a união de grupos pró-biocombustíveis, para integrar ações de valorização dos combustíveis renováveis.

O objetivo é fazer com que o grupo discuta com o governo a aprovação de medidas excepcionais de preservação do setor durante este período de crise provocado pelo novo coronavírus.

O lançamento da Biocoalizão aconteceu durante o webinar ‘Integração entre biocombustíveis: estratégias para superar a crise?´, promovido pela Ubrabio, Unica e as duas frentes parlamentares para celebrar a Semana Mundial do Meio Ambiente. Além de debater com o governo, o grupo espera envolver também a sociedade nos debates dos assuntos.

No médio prazo, o grupo pretende tratar de questões convergentes em interesses comuns, como RenovaBio, tributação, logística, e marco regulatório, além de definir uma condução sobre esses assuntos de modo a valorizar e reconhecer as externalidades positivas dos biocombustíveis.

O presidente-executivo da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) e presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, participou do lançamento do novo grupo representativo do setor.

De acordo com Renato Cunha, a frente deve manter um caráter permanente de esforços para incrementar a demanda e propagar os benefícios ambientais dos Biocombustíveis. “A Frente é um contrato informal de cooperação entre seus membros que foca sobretudo na melhoria da mobilidade veicular com baixa pegada de carbono. Vamos assim, acompanhar e sempre sugerir pautas para a Coalizão”, disse.

A coalizão cria um grupo dos Biocombustíveis na câmara federal, englobando as discussões sobre o Etanol, o Biodiesel, Biogás, entre outros assuntos do segmento sucroenergético.

Durante o webinar do lançamento, cerca de 500 pessoas acompanharam por meio do YouTube. A frente tem como coordenador o deputado Arnaldo Jardim, de São Paulo, que defende uma agenda para os financiamentos de estocagem do Etanol e dos Biocombustíveis.

Entre os temas discutidos pela Biocoalizão, estão a homologação do biodiesel para mistura B13. Foi sugerido pelo Sindaçúcar-PE, induzir no Brasil a criação de um plano de gestão para o país e os seus biocombustíveis, inspirado no Plano de Reestruturação da Europa, o ´New Generation?´.

Entre os pilares do plano europeu e que serve de sugestão e inspiração pelo setor, estão: zerar as emissões de carbono, digitalizar as economias do continente, construir cadeias de suprimento menos dependentes de importações, valorizando a nacional e a União Europeia se tornar interlocutora relevante nas relações entre China e Estados Unidos , além de financiamentos a países mais pobres da União.

O presidente da NovaBio e do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, destaca que um melhor tratamento para os biocombustíveis faz bem para contribuir ainda com a saúde pública. “A saúde pública passa necessariamente por um controle melhor da poluição e controles que beneficiem a qualidade do ar.

É fundamental que os biocombustíveis sejam inseridos com metas claras e tenha acompanhamento para beneficiar o meio ambiente. As metas precisam ser acompanhadas e implementadas de acordo com limites de emissão e controle de emissões para ter benefício maior preventivo para saúde pública das cidades, já que a poluição é um grande problema para a vida nas cidades”, finalizou.

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