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Capacidade de usina realizar rápida mudança no mix de produção é fator importante na crise

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Com a diminuição drástica na demanda do consumo de etanol, o açúcar voltou a ser o ator principal do mix de produção do setor sucroenergético. Hoje, a possibilidade de mudança rápida do mix das empresas é a chave que pode garantir um maior equilíbrio financeiro nesta safra e nos próximos anos, pós-covid.

O assunto foi um dos destaques no webinar ‘Os Desafios do Setor Surcoalcooleiro’, organizado pela MPRado. No encontro foram tratados vários assuntos, sendo um deles a capacidade de flexibilidade das usinas que no momento tem previsão de maior produção de açúcar por conta da redução da demanda do etanol.

Leia também: entenda como a retirada da salvalguarda do açúcar na China pode beneficiar o Brasil.

Hoje, diante da condição de fixação de contrato do adoçante a longo prazo, o produto apresenta uma melhor garantia da manutenção dos negócios. Além disso, a possibilidade de mudança rápida do mix de produção das empresas do setor sucroenergético é a chave que pode garantir um maior equilíbrio financeiro nesta safra e nos próximos anos, pós-covid.

De acordo com Mário Campos, presidente da Siamig (Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais), o setor tem capacidade de mix muito interessante. De acordo com ele, isso só cresceu nos últimos anos.

“Por exemplo, o ano de 2017 foi bom para açúcar e, naquele tempo, MG fez a maior safra de açúcar da história. Nos dois anos consecutivos, porém, houve investimento para aumentar a capacidade de produção de etanol e o setor fez as maiores produções de etanol do estado, com praticamente a mesma quantidade de cana-de-açúcar”, explica.

Segundo ele, essa capacidade tem que ser levada em conta neste momento. “A capacidade de produzir mais açúcar pode enxugar um pouco o etanol, mas isso, também, pode mudar durante a safra” ressalta. Tal fato acontece porque o aumento da produção de etanol dos últimos aos aumentou a capacidade de estocagem das empresas e pode empurrar essa oferta para frente.

Ele ainda ressalta que uma segunda onda da Covid pode atrapalhar, mas a sociedade hoje está mais preparada e acredita na ciência que vai ter uma solução mais rápida.

4 fatores que estão animando os produtores de açúcar brasileiros

Com a diminuição drástica na demanda do consumo de etanol, o açúcar voltou a ser o ator principal do mix de produção do setor sucroenergético. Hoje, a possibilidade de mudança rápida do mix de produção das empresas do setor sucroenergético é a chave que pode garantir um maior equilíbrio financeiro nesta safra e nos próximos anos, pós-covid.

O assunto foi destaque no webinar ‘Os Desafios do Setor Surcoalcooleiro’, organizado pela MPRado. Segundo Mateus Costa, Analista de Inteligência de Mercado da INTL FCStone, em termos de perspectivas existem hoje quatro pontos importantes.

O primeiro fato vem da China, que retirou a salvaguarda do açúcar. Hoje, o País asiático tem um produto menos competitivo que o brasileiro e, em paralelo, tem dificuldade de incentivar a produção do produto. Com isso, pode se tornar um consumidor importante para o mercado brasileiro.

A açúcar volta a ser ator principal do mix de produção nas usinas.
A açúcar volta a ser ator principal do mix de produção nas usinas.

“Tem também a Tailândia, que deverá reduzir o volume para o mercado internacional e está com aperto de oferta e demanda interna. Além disso, deve continuar reduzindo a produção devido as condições climáticas”, conta Costa.

Ademais, a Índia sinaliza a retomada da produção de açúcar a partir de outubro e tem a incerteza acerca da possibilidade de escoamento, pensando que essas exportações são subsidiadas.”

O último ponto, destaca o analista, é o México, que direcionou um volume grande para o mercado internacional. No entanto, os EUA estão retomando a economia e o México vai voltar a atender esse país.

“A conjunção desses fatores reforça que o Brasil continue com uma origem importante para o setor açucareiro. O etanol de milho é bastante importante. Para este ano diversas empresas que pretendiam implementar vários projetos deram uma pausa, porque o momento”, finaliza Costa.

 

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