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A previsão do tempo alerta que a chuva deve retornar até o próximo sábado, 17, ao Sul do país e parte dos estados de São Paulo e de Mato Grosso do Sul. O maior acumulado é esperado para os Campos Gerais do Paraná entre a sexta-feira e sábado, passando dos 50 milímetros.

Além disso, há previsão de reposição da umidade do solo no norte do Rio Grande do Sul, sul de Mato Grosso do Sul e oeste dos estados do Paraná e de Santa Catarina. O retorno da precipitação diminui o ritmo de campo para a colheita de cana de açúcar e milho e manutenção das culturas de inverno, mas será importante para a manutenção da umidade do solo na região Sul.

Entre os dias 18 e 20 de julho, ou seja, entre o domingo e terça-feira que vem, a temperatura vai despencar mais uma vez no centro-sul do Brasil. No Sul, a madrugada mais fria será a de segunda-feira, 19, com mínimas abaixo de 0°C em boa parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e no centro, oeste, sul e leste do Paraná. Uma nova onda de frio a menos de 20 dias da última deve minimizar os efeitos da geada.

“Basta apenas uma madrugada para que a geada traga grandes estragos ao campo e isso já aconteceu na passagem de junho para julho. De qualquer forma, o frio alcança áreas de trigo, frutas, pastagens, hortaliças e milho dos três estados. Há maior risco de perdas em hortaliças, que têm um ciclo bastante curto, além de tabaco que já saiu das estufas para os canteiros”, explica Pryscilla Paiva, editora-chefe do tempo do Canal Rural.

Em Mato Grosso do Sul, o frio será mais intenso no sul do estado com mínimas entre 3°C e 6°C na segunda e terça-feira. Já em São Paulo e no sul de Minas Gerais, estimam-se mínimas entre 3°C e 6°C na terça-feira, dia 20 de julho. Por enquanto, o frio será menos intenso que observado na passagem de junho para julho, com menor potencial para geadas.

Após 20 de julho, a temperatura voltará a subir no centro e sul do Brasil e o próximo episódio de chuva chegará à região Sul a partir do dia 23 de julho. No Nordeste, a chuva prossegue ao longo da costa, especialmente entre Alagoas e Ceará, favorecendo a cana de açúcar do leste da região. Na região Norte, a chuva mais intensa alcança o litoral, Roraima e o Amazonas.

A última semana foi caracterizada pelo tempo seco e avaliação dos estragos feitos pela geada no café, hortaliças, pastagens, cana de açúcar e milho, esta última cultura mais afetada. Mas os números mais precisos associados à perda pelo frio aparecerão com a colheita.

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