Conab eleva projeção para a safra de cana no centro-sul em 2019/20 para 589 mi t

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou nesta quinta-feira a estimativa para a safra de cana-de-açúcar do centro-sul do Brasil em 2019/20 para 589 milhões de toneladas, ante 571 milhões na projeção de agosto, citando condições climáticas favoráveis.

Já a produção de açúcar no centro-sul foi reduzida para 27,35 milhões de toneladas, ante 28,97 milhões de toneladas previstas em agosto, uma vez que as expectativas iniciais de um maior mix de produção de açúcar pelas usinas não foram confirmadas.

A produção de etanol, por sua vez, foi revisada para 31,57 bilhões de litros, ante 28,11 bilhões de litros em agosto.

A Conab disse que, apesar das chuvas abaixo do normal no início do ano, no centro-sul do Brasil, o clima a partir de então foi geralmente favorável às culturas, permitindo um bom desenvolvimento da cana.

Em seu levantamento, a Conab aumentou ainda sua projeção de produtividade agrícola para 75 toneladas em 2019/20, ante 72 toneladas em 2018/19. No Estado de São Paulo, maior região produtora de cana do Brasil, a produtividade cresceu 5% ante a safra anterior, para 79 toneladas por hectare.

O governo também vê maior produção de cana na região norte/nordeste, uma área produtora menos relevante no Brasil. Nessa região, a Conab projetou produção de 53,7 milhões de toneladas de cana, contra 47,7 milhões de toneladas no ano passado. Com isso, a safra total de cana no Brasil foi estimada em 642 milhões de toneladas, ante 620 milhões de toneladas em 2018-19.

A produção total de açúcar no Brasil foi estimada em 30,15 milhões de toneladas, contra 29,04 milhões de toneladas na safra anterior. O número está muito abaixo dos recordes anteriores da produção de açúcar, como em 2016-17, quando o Brasil produziu quase 40 milhões de toneladas do adoçante.

As usinas priorizaram a produção de etanol nos últimos anos, reduzindo a produção de açúcar.

A produção total de etanol no Brasil foi estimada em uma máxima histórica de 35,5 bilhões de litros, não apenas devido ao maior uso de cana para produzir etanol em vez de açúcar, mas também devido ao aumento da produção de combustível de milho no centro-oeste do Brasil.

A Conab espera que a produção de etanol de milho salte 114% em 2019-20, para 1,7 bilhão de litros.