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A baixa demanda mundial por açúcar voltou a pressionar as cotações da commodity que fecharam novamente em queda nesta quarta-feira (1) nas bolsas internacionais. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, provavelmente os preços vão se consolidar depois de não conseguir quebrar teto da máxima de quatro anos e meio de agosto, com a fraca demanda compensando o declínio na produção do maior produtor, o Brasil, após o tempo seco e os danos causados pela geada.

Ontem em Nova York, na ICE, o açúcar bruto fechou contratado a 19,67 centavos de dólar por libra-peso, queda de 17 pontos, ou 0,9% no comparativo com a véspera. Já a tela março/22 fechou em 20,44 cts/lb, 11 pontos a menos. Os demais contratos caíram entre 1 e 5 pontos, com exceção das telas maio e julho/23 que subiram 2 e 5 pontos, respectivamente.

Ainda segundo a Reuters, o Brasil exportou no mês de agosto 2,6 milhões de toneladas de açúcar, ante 3,14 milhões de toneladas no mesmo mês de 2020.

Em Londres o açúcar branco fechou estável no lote outubro/21, contratado a US$ 483,30 a tonelada, mesma cotação da véspera. Já a tela dezembro/21 desvalorizou 2,40 dólares, contratada a US$ 505,90 a tonelada. Os demais lotes recuaram entre 1,40 e 2,70 dólares.

No mercado doméstico a quarta-feira também foi de baixa para o açúcar cristal medido pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. Ontem, a saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas em R$ 137,03, contra R$ 137,36 a saca na véspera, pequena variação negativa de 0,24% no comparativo.

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