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Copersucar avalia novas parcerias

Após duas temporadas consecutivas de superávit mundial de açúcar, a safra 2019/20 pode registrar déficit.
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Após concluir a safra 2020/21 com margens maiores e alavancagem menor, a Copersucar entra no ciclo atual com uma visão ainda mais otimista. A companhia, que faturou R$ 38,7 bilhões no último ciclo, vê possibilidades para novas parcerias para aproveitar o esperado crescimento do mercado de etanol dos Estados Unidos e para desenvolver seus negócios no Brasil, e já planeja novo aporte em logística.

A Eco-Energy, sua subsidiária que atua na comercialização e logística de etanol nos EUA, tem recebido “diversas consultas” de investidores interessadas em entender a operação, diz João Teixeira, CEO da Copersucar, ao Valor. Ele acrescentou, porém, que “não tem nada iminente no momento”.

Segundo o executivo, a “intenção” é fazer a Eco-Energy crescer via parcerias, aproveitando oportunidades “com um parceiro que agregue valor”. A busca, porém, “não é nada urgente.” A Eco-Energy é hoje a maior comercializadora de etanol independente – não associada a petroleiras e refinarias.

A subsidiária tem dez terminais de etanol com capacidade ociosa “pronta” para um volume esperado para quando o país implementar totalmente a mistura de 15% (E15). Atualmente, o governo dos EUA já autoriza essa mistura, mas a ampla maioria das bombas ainda oferece apenas 10% (E10).

A oferta do E15 vem crescendo paulatinamente. No último ano, a Associação de Combustíveis Renováveis (RFA, na sigla em inglês) contabilizava mais de 2 mil estações de comercialização, além de vendas maiores da mistura de 85% (E85), hoje um mercado de nicho.

Porém, uma substituição mais generalizada não deve ser imediata. Para Teixeira, a oferta deve se tornar mais relevante em um horizonte de cinco anos. A aposta do executivo é de que haverá aceleração por causa da indicação dada pelo governo Biden de aposta na transição energética.

A busca por parcerias também deve fazer parte da estratégia de crescimento da Copersucar em outros negócios, sobretudo em logística, afirmou. E, segundo o CEO, a companhia já recebe demanda para potenciais parcerias.

Ontem, em coletiva sobre os resultados da safra 2020/21, o executivo confirmou que a Copersucar também vem sendo procurada para parcerias na Alvean – da qual, após comprar os 50% de participação que pertenciam à Cargill, a brasileira passou a ser a única acionista. Por enquanto, porém, ainda “não há nada concreto”, disse.

A Copersucar quer aumentar sua aposta em logística no Brasil e já prepara uma ampliação da capacidade do Terminal Açucareiro da Copersucar (TAC), no Porto de Santos. O plano é ampliar a capacidade atual, de 8,5 milhões de toneladas, em ao menos um terço, com um aporte de menos de R$ 200 milhões. O investimento ainda não deve ser para esta safra. Segundo Teixeira, o momento será definido de acordo com os contratos de longo prazo de exportação.

A Copersucar também estuda um plano para entrar no mercado de comercialização de energia elétrica, disse o CEO. “Faz sentido, mas não está no topo das prioridades”, afirmou.

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