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Credores de grande usina aprovam possibilidade de venda e controle da companhia

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Os credores da Clealco, grupo sucroalcooleiro que está em recuperação judicial, aprovaram  o aditamento do plano de recuperação. Este prevê a possibilidade de venda da Usina Clementina ou mesmo do controle ou de todas as ações da companhia.

A aprovação do aditamento ao plano foi obtida com a concordância de 91% dos credores habilitados, em votação virtual. Agora, o plano segue para homologação judicial. A mudança no plano foi feita após o fracasso do leilão da Usina Queiroz, que recebeu propostas consideradas insuficientes pelos credores.

Pelo novo plano, será feito um leilão ofertando as duas usinas, na forma de unidade produtiva isolada (UPI), sem passivos. Mas apenas a venda de uma será efetivada.  

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  O novo plano também alongou por cinco anos o prazo de pagamento das dívidas, que totalizam cerca de R$ 1,5 bilhão. Agora, a companhia terá até o fim de 2025 para quitar a maior parte de sua dívida concursal, que representa cerca de 80% do montante devido. O alongamento dará mais fôlego à companhia em um momento em que o mercado de etanol continua frágil por causa da pandemia, embora os preços do açúcar em reais estejam mais remuneradores. Nesta safra 2020/21, a Clealco retomou as operações na Usina Clementina e segue operando na usina de Queiroz. Com isso, a companhia espera aumentar a moagem de cana em 34% ante a safra passada, para 5,5 milhões de toneladas. Em nota, a Clelco afirmou que “agradece o comprometimento de seus colaboradores e o apoio de seus fornecedores e parceiros, que têm sido fundamentais neste ciclo de retomada, bem como reafirma a confiança em sua capacidade operacional e na competência de seus profissionais, para que seja bem-sucedida no cumprimento das etapas previstas no aditamento ao plano aprovado”.

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