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Custo do frete do agro sobe no país

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O preço médio dos fretes para transporte de produtos do agronegócio subiu 1,2% em maio na comparação com abril, segundo o Índice FreteBras do Preço do Frete (IFPF), criado pela plataforma de transporte de cargas Fretebras. A elevação foi menor apenas que a registrada no setor de construção, que chegou a 2,1%.

“O Brasil é extremamente dependente do agronegócio, mas o preço do frete na indústria não acompanha a escalada dos custos. Apesar de contar muito com os caminhoneiros, ainda existe espaço para melhorar as negociações entre transportadores e motoristas”, afirma, em nota, Bruno Hacad, diretor de operações da FreteBras.

De maio de 2020 a maio deste ano, os sucessivos aumentos no preço do óleo diesel S500 não foram repassados para os caminhoneiros. Segundo o IFPF, nesse intervalo, o valor do frete por quilômetro rodado por eixo permaneceu praticamente estável, com leve aumento, de 0,24%. Entretanto, no mesmo período, o diesel S500 subiu 47,18% na bomba.

De acordo com o estudo, o preço médio do frete por quilômetro por eixo no Brasil alcançou R$ 1,01. Na comparação entre abril e maio de 2021, o preço do diesel comum na bomba subiu 6,38%, segundo o relatório da Agência Nacional do Petróleo (ANP). No mesmo período, o preço do frete caiu 0,14%.

“Nós vemos que o preço do frete tem sido uma das maiores preocupações e queixas do mercado. A inflação acima de 8% nos últimos 12 meses e o preço do diesel dando um salto fazem com que o custo do transportador aumente exponencialmente. Desde que começamos a publicar o índice, em fevereiro deste ano, maio foi o mês mais crítico neste quesito”, diz Hacad.

Em uma análise somente sobre o mês de maio, a região Norte foi a que apresentou o quilômetro por eixo – de R$ 1,09, em média – mais caro do país. Na sequência ficaram o Nordeste (R$ 1,02), Centro-Oeste e Sul, ambas com R$ 0,99 o eixo por quilômetro, e Sudeste (R$ 0,98).

Na comparação entre maio de 2020 e maio de 2021, a maior alta no preço do frete ocorreu na região Sudeste. O avanço foi de 2,33%, enquanto o diesel S500 na bomba subiu 47,35% na região. Na outra ponta, o Centro-Oeste registrou queda de 1,23% no preço por quilômetro rodado por eixo nessa mesma base de comparação. O Centro-Oeste foi a região com a segunda maior alta do preço do diesel comum na bomba na comparação anual. O aumento foi de 47,79%.

Por Estado, o Amazonas foi o que apresentou o frete mais caro em maio, com R$ 1,21 por quilômetro rodado por eixo, seguido por Rio Grande do Norte (R$ 1,12) e Alagoas (R$ 1,09). No outro extremo da tabela, os fretes mais baixos foram registrados no Acre (R$ 0,91), Mato Grosso (R$ 0,94) e no Piauí e Ceará, ambos com R$ 0,96 por quilômetro rodado por eixo, segundo o estudo.

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