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Demanda por etanol deve subir com economia aquecida e E30, diz CEO da Copersucar

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Em uma safra com um mix de produção mais voltado para a produção de açúcar, a Copersucar vê um cenário favorável para o mercado de etanol, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Em entrevista coletiva, o CEO da companhia, Tomas Manzano, afirmou que há espaço para aumento do consumo em 2025/26.

“No Brasil, a gente observa um cenário construtivo de crescimento da demanda por combustíveis”, disse Manzano. Segundo ele, o desempenho da economia deve sustentar um aumento tanto na base total de combustíveis quanto na participação do etanol hidratado. “A economia está mais aquecida e a gente deve continuar vendo incremento no total da base de combustível”, afirmou.

Além da recuperação do hidratado, a Copersucar acredita haver espaço para avanço na mistura de etanol anidro na gasolina, que atualmente está em 27%.

“A gente deve ter também uma evolução do aumento da mistura do anidro para 30%”, disse o executivo, reforçando que o mercado segue abastecido por etanol de milho, o que mantém um “balanço bem equilibrado”.

Nos Estados Unidos o movimento também é positivo, ainda que mais lento. “Está em curso a elevação da mistura de etanol na gasolina de 10% para 15%, mas esse processo é mais lento e descentralizado, porque cada estado tem sua própria dinâmica”, explicou.

Ele acrescentou que há discussões para tornar permanente a liberação do E15 durante o verão, hoje restrita a períodos específicos. “Isso demonstra o apetite do governo de fomentar o uso desse combustível”, avaliou.

Em relação ao cenário Internacional, Manzano comentou que o conflito entre Irã e Israel pode ter impactos macroeconómicos no setor, mas não afeta diretamente os negócios da empresa. “Pode mexer com o preço do petróleo, o que seria até construtivo para o etanol, e também com questões cambiais, com influência indireta no nosso negócio. Mas essas geografias têm pouca relevância no nosso portfólio”, concluiu.

Agência Estado| Leandro Silveira

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