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Em safra mais curta, estado aumenta produção de etanol

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O Paraná voltou à tradição açucareira, mas perto de entrar no quarto final da safra a concentração produtiva no restante do ciclo vai ser etanoleira. Até o momento, o mix está para 58% do alimento e 41/42% para o biocombustível.

Como para todas as usinas do Centro-Sul, as 19 paranaenses em operação se aproveitaram da valorização do açúcar, no primeiro semestre, via dólar — enquanto as cotações ficaram a maior parte do tempo entre 11 e 12 centavos de dólar por libra-peso — e produziram e exportaram mais a commodity.

Menos mal que a pandemia já dava as cartas desde março e consolidava um período de preços achatados e pequeno consumo do carburante da cana de açúcar, o que garantiu a decisão de partir mais para o adoçante precificado na bolsa de Nova York.

O ritmo daqui até o final de safra vai ser ditado pelas condições de clima, de acordo com Miguel Tranin, presidente da Alcopar.

A previsão de encerramento da moagem está programada, na maioria das unidades, para novembro, mas se a estiagem prosseguir e acelerar a colheita o ciclo não passa de outubro.

A inversão produtiva das indústrias associadas a Alcopar, depois de duas temporadas seguidas voltadas para o biocombustível, pela crise internacional de preços proporcionada pelo excesso de oferta subsidiado da Índia, deverá terminar em 2 milhões de toneladas de açúcar.

O hidratado vai a 1 milhão de metros cúbicos e o anidro em torno de 500 a 600 mil litros, segundo Tranin tem visto nos relatórios das usinas locais, concentradas na região Noroeste e algumas no Norte.

E o total de cana que deverá chegar às esteiras é de 33,5 milhões/t. Tudo dentro das previsões iniciais de safra, diz o presidente da Alcopar.

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Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

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