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O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Marcello Brito, disse na segunda-feira (29, que o agora ex-ministro de Relações Exteriores Ernesto Araújo vinha “atrapalhando vários negócios do Brasil”.

Araújo entregou o cargo ao presidente da República, Jair Bolsonaro, após mais de 800 dias à frente do Itamaraty. Ele vinha sendo contestado dentro e fora do governo.

“A Abag não faz juízo de valor sobre quem o presidente escolhe ou demite. O que comentamos é que um chanceler tem por obrigação facilitar a vida e os negócios, e não prejudicar. E, lamentavelmente, por posições ideológicas, o chanceler vinha atrapalhando vários negócios do Brasil”, disse.

Sobre o próximo chefe do Itamaraty, Brito ponderou que “há sempre uma perspectiva positiva, mas é preciso aguardar”. Questionado se o setor discute eventuais substitutos, Brito respondeu que “não se fala em nenhum nome”.

A saída de Ernesto Araújo também comentada por Pedro de Camargo Neto, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB). Segundo ele, o ex-ministro das Relações Exteriores “não cumpriu seu papel de representante, porta-voz da sociedade brasileira” e, por isso, teve de deixar o cargo.

Para Camargo Neto, desde o início, o ex-chanceler “tinha posições ideológicas contraditórias, longe da história da sociedade brasileira”, disse. “Ele só atrapalhou e criou problema em todo canto.”

Agora, Camargo espera que o substituto de Araújo – ainda não anunciado – seja um “interlocutor, representante e negociador dos interesses da sociedade brasileira”. Sobre a possibilidade aventada de a atual ministra da Agricultura, Tereza Cristina, assumir o Itamaraty, Camargo Neto diz não acreditar. “Este é um boato antigo. Não acredito.”

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