Compartilhar

O etanol hidratado, a depender da oferta e demanda, com uma safra de mix açucareiro e a exportação do etanol brasileiro para os EUA, podem reduzir a oferta do biocombustível no Brasil durante o ano de 2021, de acordo com análise do Itaú BBA.

Em Paulínia, o preço médio do etanol hidratado sem impostos fechou o mês de março em R$ 2,75/l, alta de 11,5% em relação à média de fevereiro. O forte aumento se deu em função do período de entressafra e dos baixos volumes do produto nos estoques.

Segundo análise do Itaú BBA, no início do mês de março, os preços do etanol hidratado se mantiveram em patamares elevados pelos baixos volumes em estoque.

“Porém, ao longo do mês, as expectativas de produção da safra 2021/22 ficaram mais fortes, e as usinas começaram a liquidar os volumes remanescentes de etanol de seus estoques esperando o aumento da oferta do hidratado com o início da moagem”, afirma o banco.

Com isso, os preços do etanol no final do mês despencaram chegando aos R$ 2,30/l, sem impostos. Além disso, do lado da demanda, com preços de combustíveis mais elevados e medidas restritivas de circulação mais duras em todo país causadas pela pandemia, o consumo de combustíveis em geral deve apresentar queda no mês de março e possivelmente no mês de abril comparado com os primeiros meses do ano.

Com a junção desses dois fatores, segundo analistas do Itaú BBA, o aumento de oferta de etanol com o início da safra 2021/22 e demanda menor no mês de abril, a tendência é que os preços do hidratado sofram queda, como ocorre sazonalmente.

Entretanto, o setor deve estar atento a dois pontos: o balanço de O&D do etanol hidratado, que com uma safra com produção maximizada de açúcar pode apertar para o biocombustível durante a temporada.

E a arbitragem para exportação de etanol para os EUA, que está aberta e que pode enxugar ainda mais a oferta do produto no mercado interno.

Por Natália Cherubin, com informações do Itaú BBA

Cadastre-se em nossa newsletter