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Governo não deve alterar política de combustíveis

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O ministro Ciro Nogueira (Casa Civil) afirmou que o governo não tem a intenção de alterar a política de preços da Petrobras e diz que a ideia de um subsídio para conter a inflação dos combustíveis está, no momento, descartada.

O ministro disse que a mudança foi uma decisão do presidente Jair Bolsonaro (PL), que espera mais “transparência” na comunicação da política de preço da companhia. Mas ele reforça que a intenção do governo não é interferir na estatal.

“É uma situação demagógica dizer que vai tornar o preço dos combustíveis em real. O arroz é em dólar, o feijão é em dólar, o álcool é em dólar”, disse à Folha de São Paulo. “A Petrobras vai continuar totalmente independente”, completou.

Segundo o titular da Casa Civil, a ideia de se conceder um subsídio era pensada no cenário em que o barril do petróleo chegava a US$ 200. Agora, a tendência tanto do dólar como do preço dos combustíveis é de queda, por isso, a hipótese está descartada no momento.

O ministro também atribui aos governadores o aumento no preço dos combustíveis na ponta. De acordo com ele, as gestões estaduais elevaram suas arrecadações em cima de impostos que cobram sobre o preço da gasolina, por exemplo. “Ao contrário do governo federal, que não arrecadou nada mais, pelo contrário, nós abrimos mão de arrecadação, os governos estaduais aumentaram em 36% a sua arrecadação. Isso foi um absurdo e um crime que os governadores fizeram contra a população brasileira.”

Ao criticar os governadores, Nogueira acompanha o que Bolsonaro tem dito nos últimos meses. O Planalto propôs ao Congresso um projeto de lei para reduzir o ICMS e zerar o PIS/Cofins de combustíveis —o texto já foi aprovado pelo Legislativo.

Os nomes fazem parte de uma solução interna do governo, que não encontrou pessoas da iniciativa privada dispostas a ocupar os postos em meio à pressão do presidente sobre os preços de combustíveis. Com isso, passaram a ser discutidas opções já ligadas à administração pública.

Enquanto Coelho integra o conselho de uma estatal e passou pelo MME (Ministério de Minas e Energia), Weber faz parte do conselho de administração da própria petroleira.

 

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