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Grupo tem plano de recuperação judicial homologado

Atvos quer moer 35 milhões de t
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Com redução de endividamento, empresa focará na expansão e renovação do canavial para atingir capacidade máxima de moagem   

A Atvos, segunda maior produtora de etanol do país, teve seu plano de recuperação judicial homologado pela Justiça do Estado de São Paulo, abrangendo todas as unidades agroindustriais. Após a implantação das medidas previstas no plano, o endividamento total da empresa reduzirá em mais de 50%, diminuindo a alavancagem da empresa de 7,7 para 3,6 vezes o valor da dívida líquida em relação ao seu EBITDA.

“Com a reestruturação financeira, a Atvos se fortalece, com segurança jurídica, para executar seu plano de negócios focado na ampliação e renovação dos canaviais e no aumento da produtividade das unidades industriais. O crescimento da produção aumentará a geração de caixa e iniciaremos um novo ciclo de valorização da empresa”, destaca Juliana Baiardi, presidente da Atvos.

O plano de recuperação judicial prevê novos mecanismos que fortalecem ainda mais a governança da Atvos com a reinstalação de um Conselho de Administração composto por cinco conselheiros, sendo três independentes. Serão instituídos também quatro comitês de assessoramento ao Conselho que tratarão de temas específicos – Agrícola; Conformidade; Pessoas e Finanças, Investimentos e Auditoria. Serão também contratados assessores de fiscalização para monitoramento de indicadores operacionais e financeiros.

O Rendimento Total Corrigido (RTC) da Atvos, indicador utilizado pelo setor sucroenergético para avaliar o nível de eficiência das operações industriais, foi de 93,8% na safra 2019/2020. O custo caixa unitário da empresa é um dos melhores do setor, com 11,6 USD/lb, considerando 73% de ocupação, o que está abaixo da média nacional de 15,8 USD/lb que conta com ocupação média de 87%.

“Nossas plantas industriais são modernas e nossos custos fixos representam cerca de 50%. Por isso, o aumento de nossa produção, via ampliação e renovação do canavial, terá impactos positivos diretos no EBITDA da empresa. Prova de nossa eficiência é que mantivemos, na última safra, o nível de moagem na ordem de 27 milhões de toneladas de cana, mesmo com todas as restrições do período”, reforça Baiardi.

Com a homologação, são iniciados os cronogramas de pagamentos a credores, conforme condições previstas no plano de recuperação judicial.

 

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