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Milho sobe em Chicago com aumento de exportação e risco de calor extremo nos EUA

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Os contratos futuros de milho negociados em Chicago subiram nesta sexta-feira, 25, impulsionados pelo calor extremo e pelos resultados mistos no último dia de um tour por áreas do Meio-Oeste norte-americano. O contrato de milho mais ativo na Bolsa de Comércio de Chicago (CBOT) subiu 0,5 centavo de dólar, para US$ 4,8875 por bushel. Ainda assim, houve uma queda semanal de menos de 1%.

As perspectivas de rendimento do milho em Iowa e Minnesota caíram abaixo das médias de três anos. A Pro Farmer, entretanto, segundo a Reuters, não divulgou suas estimativas nacionais até após o fechamento do mercado.

O proprietário da Ag Hedgers, Jeff French, disse que a alta nos grãos poderia incentivar os agricultores a venderem soja, optando por armazenar milho para esperar preços mais altos. “Vender grãos a US$ 13,50 à vista na colheitadeira é muito melhor do que vender milho a US$ 4,40”, disse à Reuters.

Além disso, o calor prolongado em muitas regiões ucranianas secou o nível superior do solo, criando condições desfavoráveis para a semeadura de grãos de inverno, disseram analistas da APK-Inform citando meteorologistas estaduais na quinta-feira.

Por sua vez, a Comissão Europeia reduziu ainda mais suas perspectivas para a produção das principais culturas de cereais e oleaginosas do bloco nesta época. O milho a registrou a redução mais acentuada.

No Brasil, exportações sustentam preços externos

As exportações brasileiras de milho têm se intensificado nas últimas semanas. Os embarques vêm dando suporte aos preços domésticos – o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) vem atravessando este mês de agosto operando entre R$ 52 e R$ 53/saca de 60 kg.

Neste cenário, segundo analistas do Cepea, parte dos produtores se afastou do spot, à espera de recuperação nos valores. “Ao mesmo tempo em que a colheita de segunda safra avança na maior parte das regiões, produtores também já iniciaram a semeadura da temporada 2023/24 em algumas praças. Até o dia 19, a média nacional colhida somava 78,8%, aproximadamente 12% abaixo do registrado em 2022, segundo dados da Conab”, disseram.

Com informações da Reuters e Cepea
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Episódio 24: A irrigação será indispensável para o futuro da cana-de-açúcar?

Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

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