Nova versão da régua Ambicana está disponível; Confira!

 A ferramenta permite o calculo do potencial da produtividade média dos cortes do canavial

No último mês de março, o Programa de Cana IAC, lançou uma nova versão da Régua Ambicana. A régua é uma ferramenta que reúne informações necessárias para que o produtor ou usina consiga calcular o potencial da produtividade média dos cinco cortes de seu canavial.

Os dados são importantes para orientar o correto plantio de cana-de-açúcar, considerando os conhecimentos sobre o perfil varietal de acordo com o ambiente de produção e as práticas de manejo. O novo modelo da régua traz, a partir de agora, a previsão de média de cinco cortes (TCH5) de até 200 t/ha, ao contrário da versão anterior, que previa, no máximo, canaviais de até 150 t/ha.

De acordo com Hélio do Prado, pesquisador do Centro de Cana do IAC, a cana-de-açúcar, quando estudada e manejada considerando o tipo de solo associado com o clima, traz mais conhecimento sobre os ambientes de produção.

“Na régua de ambientes de produção de cana-de-açúcar, enquanto o ambiente mais desfavorável é simbolizado de G2 (TCH5 menor que 50 t/ha, no manejo convencional, o mais favorável é simbolizado de A+5 (TCH5 de até 200t/ha, no manejo avançado. Uma forma de se medir a produtividade média de 5 cortes (TCH5) é utilizar a régua dos ambientes de produção do IAC, mas para isso é preciso considerar o tipo de manejo, se é convencional ou avançado”, explica o pesquisador.

No manejo convencional são adotadas as boas práticas agrícolas na conservação e no preparo dos solos; no plantio de mudas sadias e de boa origem; na calagem e/ou na gessagem; na ausência de ervas daninhas, pragas e doenças; nas adequadas épocas de colheita  e na escolha de adequadas variedades de cana-de-açúcar, de acordo com os potenciais produtivos dos ambientes de produção.

“Já o manejo avançado considera a densidade populacional maior que 80 mil colmos/ha; a aplicação do conceito do “terceiro eixo” idealizado por Landell, a irrigação plena ou semi plena; rotação de culturas; adição de cálcio atingindo profundidades maiores do que as da gessagem; vinhaça; torta de filtro; cinzas; compostagem; “cama-de-frango”; nutrição foliar no período que a planta está metabolicamente ativa; efeito residual de nutrientes deixados para a cana-de-açúcar na mesma área antes com leguminosas, gramíneas, e plantas frutíferas”, adiciona Prado.

Ambientes de produção são dinâmicos

Na prática tem sido possível observar que os ambientes de produção não são estáticos, podendo sofrer mudanças ao longo do tempo com a implementação de um manejo avançado. Por exemplo, por influência da irrigação é possível mudar o ambiente G2 para A+5.

”Especial exemplo brasileiro está usina Agrovale, de Juazeiro, BA, que faz irrigação por gotejamento. Outras usinas que não irrigam por gotejamento, também mudam o ambiente de produção em menores patamares quando aplica pelo menos uma ação do manejo avançado. Portanto, para o IAC, os ambientes são dinâmicos e nunca estáticos”, afirma.

Outro exemplo de ambientes de produção dinâmicos são os que incluem solos de textura média tendendo a arenosa, como é o caso da região de Lençóis Paulista, SP. “Na colheita de agosto, essa área enquadra-se no ambiente E1 com TCH5 de 68-71t/ha no manejo convencional, mas com a aplicação de vinhaça e torta de filtro, o ambiente reclassifica-se para C1 com TCH5 de 84-87t/ha, destaca Prado.

Os interessados em receber a régua devem informar o endereço para Hélio do Prado no e-mail: [email protected].