Home Últimas Notícias Novo sócio estratégico para Raízen é opção que Cosan gosta, diz diretor-presidente
Últimas Notícias

Novo sócio estratégico para Raízen é opção que Cosan gosta, diz diretor-presidente

Compartilhar

A atração de um novo sócio estratégico para a Raízen, maior produtora global de açúcar e etanol de cana que enfrenta aumento do endividamento, é uma opção que a Cosan aprecia como forma de melhorar a estrutura de capital da empresa que também atua na distribuição de combustíveis.

“Trazer um novo sócio para a Raízen é uma opção que nós gostamos”, disse o diretor-presidente da Cosan, Marcelo Martins, durante teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre. Ele acrescentou que uma “contribuição de capital” seria importante neste momento para a joint venture da Cosan com a Shell e ressaltou que, neste momento, não faz sentido a Cosan aportar recursos na Raízen.

Martins comentou que alternativas para Raízen, incluindo um novo sócio, estão sendo discutidas com a sócia Shell. “Entendemos os desafios da Raízen e estamos endereçando junto com a Shell. Esperamos ter algo para dizer ao mercado o mais breve possível”, disse.

O executivo acrescentou que um novo sócio com alinhamento com o negócio seria importante. “Estamos buscando acelerar o máximo possível essas alternativas”, destacou.

Na véspera, executivos da Raízen afirmaram que a companhia deverá prosseguir com vendas de ativos, incluindo usinas, em busca de melhorar as condições financeiras da empresa.

Desalavancar a própria Cosan

Martins disse que, enquanto discutem-se alternativas para a Raízen, a Cosan também segue a sua própria jornada de redução da alavancagem. “É uma prioridade grande para a companhia”, afirmou ele, acrescentando que o desafio é fazer isso mantendo um “portfólio equilibrado”.

“A questão do balanceamento de portfólio é relevante, em momento em que estamos discutindo alternativas para própria Raízen”, declara.

Além da Raízen, a empresa tem em seu portfólio a Rumo, a Compass, a Moove e a Radar, que atuam nas áreas de logística ferroviária, gás natural, lubrificantes e gestão de propriedades agrícolas, respectivamente. Segundo Martins, há ativos que a Cosan considera a venda parcial neste momento.

“Temos algumas conversas em andamento, algumas acontecem há algum tempo, outras são mais recentes”, disse ele, esperando trazer mais clareza ao mercado sobre o tema até o final do ano. “O esforço não termina este ano, o nosso objetivo é chegar a uma dívida perto de zero na holding, não faz sentido a gente carregar endividamento em holding pura”, afirmou.

A dívida líquida da Cosan somava ao final do segundo trimestre R$ 17,5 bilhões, estável ante o primeiro trimestre, mas com uma queda de 19% na comparação anual.

Reuters/Roberto Samora

Compartilhar

Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Preço do açúcar deve continuar preso nos atuais níveis nos próximos meses

Demanda global ainda está mais fraca, enquanto entrada da safra brasileira aumenta...

Últimas Notícias

BNDES aprova crédito de R$ 500 milhões para construção de usina da FS em MT

Recursos serão destinados para unidade de etanol de milho em Campo Novo...

Últimas Notícias

Tereos e gigantes aeroespaciais criam joint venture para SAF de etanol

Rebound unirá o etanol da Tereos à tecnologia Alcohol-to-Jet para produção em...

DestaqueÚltimas Notícias

Patente do IAC amplia potencial da cana para produção de etanol celulósico, SAF e açúcar

Tecnologia desenvolvida pelo IAC em Ribeirão Preto aumenta a produção de biomassa,...