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O coronavírus e o mercado de defensivos agrícolas; entenda os impactos

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As atenções do mercado e dos players globais estão na disseminação do coronavírus e como ele pode impactar as mais variadas cadeias de produção no mundo.

Para o agronegócio brasileiro, o efeito mais discutido até agora diz respeito aos possíveis impactos para as exportações de commodities agrícolas. Isso porque o mercado chinês representa, atualmente, 32% das vendas do agro nacional ao exterior.

Entretanto, não se pode perder de vista também que, caso o surto do coronavírus desencadeie uma interrupção no trânsito de pessoas e, consequentemente, no fluxo logístico, as exportações de princípios ativos pelas empresas chinesas para a produção de defensivos agrícolas poderão ser afetadas.

Isso é relevante para os players do agronegócio, pois o Brasil é dependente das importações desses tipos de produtos.

Em 2019, a China sozinha foi responsável por 38% do total importado pelas companhias brasileiras do setor.

Chama atenção também que, ao avaliar a pauta de importação do Brasil especificamente em certos herbicidas, a China tem um peso muito relevante.

Os principais defensivos

Para o Glifosato e o Imazaquim, herbicidas de amplo espectro que são mais difundidos na produção agrícola brasileira, a China forneceu 99% das importações e sem 2019.

Para o Paraquate, outro herbicida de amplo uso dos agricultores, a representatividade chinesa foi de 97% no mesmo período.

O momento atual da China, no entanto, ainda não parece ser de total paralisação da indústria.

Adicionalmente, o padrão sazonal sugere que o pico de importação no Brasil ocorre entre maio e outubro.

Não se pode desconsiderar também a existência de estoques nas empresas/canais ligados ao segmento.

O coronavírus e o mercado de defensivos agrícolas; entenda os impactos
O coronavírus e o mercado de defensivos agrícolas; entenda os impactos

Alerta 

O ponto de alerta fica caso o vírus não seja controlado e ocorra uma paralização contínua das fábricas e da circulação de produtos e pessoas.

Neste que é o pior cenário, a indústria brasileira poderia sofrer com interrupção de fornecimento de produtos químicos agrícolas, o que pode levar a uma alta de preços de tais insumos.

Nesse sentido, é prudente que o produtor acompanhe de perto o desenvolvimento da doença e esteja atento às oportunidades de mercado. Sendo assim, pode ser que os riscos de aumento de preço e de disponibilidade de produtos para a sanidade da lavoura sejam minimizados.

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