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Edição 204

Por dentro da Usina

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SÃO MARTINHO ENCERRA SAFRA COM MOAGEM MENOR DO QUE O PREVISTO

O Grupo São Martinho anunciou o encerramento da moagem de cana da safra 2018/19, com um volume processado ligeiramente abaixo do inicialmente esperado, de acordo com fato relevante ao mercado. A empresa, que tem quatro usinas (três em São Paulo e uma em Goiás), esmagou 20,45 milhões de t de cana no ciclo deste ano, 0,6% aquém de sua projeção divulgada em junho.

“A produção ficou levemente abaixo da previsão, resultado da forte estiagem observada”, afirmou o grupo. Quanto aos produtos, o São Martinho disse que a fabricação de etanol também ficou abaixo do esperado, com 1,09 bilhão de l, ante expectativa de 1,11 bilhão. No caso do açúcar, porém, o resultado final superou em 1,3% a projeção, totalizando 992 mil t.

O nível de ATR em 2018/19 foi de 142,2 kg por t de cana moída, ante estimativa de 142,6 kg considerada no guidance. O Grupo São Martinho focou na produção de álcool, em linha com o restante do setor sucroenergético, dada a forte demanda vista neste ano. Da oferta total de cana, 64% foi para etanol e 36% para açúcar, disse a empresa. Por fim, a empresa adicionou que, apesar do término de moagem, dará continuidade à cogeração de energia nas unidades Boa Vista e São Martinho, ambas em São Paulo, até o encerramento do ano fiscal. Em 2018/19, o Grupo São Martinho produziu 816 mil MWh em cogeração.

ATVOS CONVERSA COM INTERESSADOS EM INVESTIMENTOS NA COMPANHIA

De acordo com o jornal Estadão, Luiz Mendonça, presidente da Atvos, tem conversado com vários interessados em investimentos na companhia, uma das maiores do setor sucroenergético do País. Segundo ele, são estrangeiros que esperam a formação do novo governo e as primeiras diretrizes para prosseguirem nas negociações.

O executivo diz que a companhia ainda tem 15% de capacidade produtiva ociosa na indústria, um atrativo para interessados. Otimista em relação ao governo Jair Bolsonaro e à economia, avalia que, se houver uma melhora considerável no setor de açúcar e etanol, a empresa poderá captar recursos via abertura de capital, com negociação de ações na Bolsa. Mas isso é pauta para daqui dois ou três anos, se tudo der muito certo.

ADECOAGRO INVESTE PARA AMPLIAR CAPACIDADE DE ESTOCAGEM DE ETANOL

A companhia argentina Adeacoagro está investindo R$ 21,2 milhões na construção de quatro tanques de estocagem de etanol em suas usinas brasileiras, em linha com recentes investimentos para aumentar a moagem de cana-de-açúcar e ante os esforços para maximizar a produção do biocombustível. Renato Junqueira, diretor de Açúcar, Etanol e Energia da Adecoagro, afirmou que a capacidade de estocagem de etanol deve aumentar 43% com esses aportes.

Atualmente, as três usinas que a companhia tem no Brasil têm capacidade para estocar 177 mil l do produto, e passará a 257 mil l quando o investimento estiver concluído. Segundo Junqueira, a maior capacidade de estocagem serve “para evitar vender etanol no pico da safra”, quando os preços estão mais baixos com a oferta abundante. Em relatório de resultados, a Adeacoago ressaltou que as vendas poderão ser postergadas por três a seis meses, ocorrendo no período de entressafra do Centro-Sul.

Neste ano-safra (a Adecoagro considera como safra o período de janeiro a dezembro), a companhia processou 8,6 milhões de t de cana, 7,1% a mais do que no mesmo período do ano passado. Para Junqueira, a moagem de cana deste ano deve ser 5% menor do que a estimada inicialmente por causa das chuvas recentes, que superaram a média histórica. Em sua estimativa, 90% da cana que deixará de ser processada neste ano deve ser moída no ano que vem.

MESMO COM CHUVA, USINAS DE MS MANTÊM MOAGEM DE CANA

A moagem de cana-de-açúcar na última quinzena de outubro foi de 2,2 milhões de t em Mato Grosso do Sul. O volume é 4,2% maior em comparação à mesma quinzena de 2017. Já no período acumulado, de abril a outubro, foram processadas 38,4 milhões de t de cana, produção 1,2% menor com relação ao mesmo período da safra passada.

Na quinzena foram registrados 306 mm de chuva na região da Grande Dourados, 159 mm a mais que a média dos últimos dez anos. De acordo com o presidente da Biosul, Roberto Hollanda Filho, mesmo com excesso de chuva no período, foi possível manter o ritmo de produção na quinzena. “O regime de distribuição de chuvas permitiu a mesma performance de moagem nos últimos 15 dias de outubro, mantendo o volume um pouco maior comparado ao ano passado, no entanto, o efeito da chuva aparece na qualidade da matéria-prima, onde temos quase cinco quilos de açúcar a menos extraído da cana”, explica.

A concentração de ATR por tonelada de cana foi de 134,94 kg, 3,8% menor com relação à mesma quinzena da safra passada, que registrou 140,29 kg. A produção de etanol hidratado, na mesma quinzena, alcançou 115 milhões de l. A produção do biocombustível foi 16% maior comparada ao mesmo período de 2017. Já o etanol anidro, apresentou um aumento de 4%, com 41 milhões de l produzidos, enquanto que na mesma quinzena da safra passada foram registrados 39 milhões de l.

Na produção acumulada da safra, o etanol hidratado se manteve crescente com relação ao mesmo período do ano anterior. Foram registrados 1,9 bilhão de l do biocombustível, um aumento de 41%. Já a produção de anidro, registrou queda de 18%, de abril a outubro, produzindo 626 milhões de l. No total, a produção de etanol no Estado atingiu 2,6 bilhões de l, um aumento de 20% com relação ao ciclo anterior. Já a produção de açúcar segue em baixa nos dois períodos. De acordo com os dados da Biosul, na última quinzena de outubro foram produzidas 38 mil t, volume de 28 mil t a menos em comparação com a mesma quinzena do ano passado. No acumulado, o açúcar registrou a produção de 812 mil t, registrando uma queda de 40%.

Com relação ao mix de produção, assim como ao longo da safra, mantem perfil mais alcooleiro. Na última quinzena o percentual foi de 87% para etanol e 13% para açúcar. Já no período acumulado, o percentual foi de 84% e 16%, respectivamente.

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