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Os preços do açúcar inauguram nesta segunda-feira (22) uma nova máxima na bolsa de Nova York ao baterem 18,78 centavos de dólar por libra-peso, uma alta de 5,5%, ou 99 pontos, no comparativo com a sessão anterior. A alta foi sustentada pelo firme avanço dos preços do petróleo, ganhos generalizados das commodities em todo o mundo e queda no número de casos de Covid-19 em diversos países.

Analistas ouvidos pela Reuters destacaram que “os vendidos estão deixando o mercado, dando impulso aos preços. ´Só posso imaginar que há uma grande corrida para entrega em março, com poucos fornecedores´, disse um trader nos Estados Unidos”.

“Os produtores estão em ´overhedge´, enquanto o mercado está com medo de vender porque não entende o que está acontecendo. Os únicos vendedores são os fundos — e realizações de lucros não estão em seu DNA”, disse a Marex Spectron em nota.

Além do contrato para março/21 as demais telas da ICE de NY também subiram. O vencimento maio/21 fechou cotado em 17,44 cts/lb, alta de 55 pontos no comparativo com a véspera. Os demais vencimentos subiram entre 5 e 44 pontos. A exceção foi a tela outubro/22 que caiu 4 pontos.

Londres

Em Londres o açúcar branco também fechou em alta em quase todos os lotes. A tela maio/21 foi comercializada em US$ 488,40 a tonelada, alta de 7 dólares, no comparativo com os preços de sexta-feira. A tela para agosto/21 subiu 6,80 dólares, negociada em US$ 468,40 a tonelada. Os demais contratos se valorizaram entre 1 e 6,50 dólares. A tela outubro/22 caiu 60 cents.

Mercado doméstico

No mercado interno o açúcar cristal registrou sua quarta alta seguida pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP, com a saca de 50 quilos negociada nesta segunda-feira em R$ 109,13, contra R$ 108,02 da última sexta-feira, alta de 1,03% no comparativo entre as datas.

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