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Preços do açúcar caem à medida que as preocupações com a oferta desaparecem

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Mercado reage à expectativa de maior oferta global e produção crescente no Brasil e na Índia

Os preços do açúcar ampliaram as perdas nesta segunda-feira (14), pressionados por sinais de aumento na produção global e expectativas de oferta excedente na safra 2025/26. O açúcar bruto negociado na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) atingiu a mínima de três semanas, enquanto o açúcar branco, na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), caiu ao menor patamar em mais de quatro anos.

O contrato de açúcar bruto com vencimento em março de 2026 (SBH26) recuou 0,49 centavo de dólar, ou 3%, fechando a 15,61 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato mais ativo de açúcar branco perdeu 1,4%, sendo cotado a US$ 444 por tonelada.

A queda estende o movimento de desvalorização observado nos últimos sete meses, período em que o açúcar de NY chegou ao menor nível em 4,5 anos no futuro mais próximo (SBV25), refletindo o aumento da produção brasileira e o cenário de oferta mais ampla no mercado internacional.

Produção do Centro-Sul segue em alta

Dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) em 2 de outubro reforçaram a tendência de maior disponibilidade do adoçante.
Na primeira quinzena de setembro, a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil subiu 15,7% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 3,622 milhões de toneladas.

O mix açucareiro também se intensificou: 53,49% da cana-de-açúcar moída pelas usinas na segunda quinzena de agosto foi destinada à produção de açúcar, contra 47,74% no mesmo período de 2024.
Mesmo com esse aumento pontual, a produção acumulada da safra 2025/26 até meados de setembro mostra ligeira retração de 0,1%, somando 30,388 milhões de toneladas.

Projeções indicam excedente global

As perspectivas de oferta global reforçam a pressão negativa sobre os preços.
O BMI Group projetou, nesta segunda-feira, um excedente global de açúcar de 10,5 milhões de toneladas em 2025/26.
Na última semana, a Covrig Analytics havia estimado um superávit menor, de 4,1 milhões de toneladas, mas ainda suficiente para sustentar o viés baixista.

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