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Os preços do açúcar fecharam em baixa nesta quinta-feira (11) nas bolsas internacionais, em um dia que foi marcado por uma forte atividade de spread. Na véspera os contratos haviam batido as máximas de quase quatro anos, pressionados por ofertas apertadas no curto prazo.

Em Nova York, na ICE, o açúcar bruto fechou ontem cotado, no vencimento março/21, em 16,55 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 16 pontos, ou 1,4% no comparativo com a véspera.

Já a tela para maio/21 foi vendida ontem em 15,79 cts/lb, 5 pontos a menos do que o dia anterior. Julho/21 fechou estável, cotado em 15,25 cts/lb. As telas de outubro/21, maio, julho e outubro/22 oscilaram entre 1 e 8 pontos de valorização.

Já o açúcar branco, negociado na ICE de Londres, teve uma queda de 9,50 dólares na tonelada nesta quinta-feira, no vencimento março/21, que foi negociado em US$ 470,00. A tela maio/21 caiu 2,10 dólares, com negócios em US$ 456,00 a tonelada.

As telas para agosto, outubro e dezembro/21 e março/22 caíram entre 30 e 60 cents de dólares. Já os contratos para maio e agosto/22 subiram 30 e 90 cents, respectivamente.

Operadores destacaram para a Agência Reuters que a sessão foi marcada ontem pelo aperto nas ofertas para o curto prazo em meio a uma escassez global de contêineres, com os contratos março de ambos os açúcares operando com grandes prêmios para os vencimentos maio e a curva em “backawardation” para alguns meses seguintes.

“Olhando mais à frente, o mercado global de açúcar deverá entrar em um superávit na temporada 2021/22, guiado em parte pelo aumento de produção na Tailândia e Índia, disse a Tropical Research Services (TRS)”, destacou a Reuters.

O açúcar no Brasil 

No mercado interno o açúcar cristal continua em queda e registrou, ontem, sua oitava baixa consecutiva, pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada nesta quinta-feira em R$ 105,69, variação negativa de 0,08% no comparativo com os preços da véspera.

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