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O mercado futuro do açúcar fechou a última semana em baixa nos mercados internacionais. Desse modo, manteve-se abaixo dos 12 cts/lb no vencimento outubro/20 de Nova York, que foi negociado em 11.93 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 14 pontos no comparativo com a véspera.

Nas demais telas a commodity fechou depreciada entre 12 e 14 pontos. Assim como no Brasil, o mercado de NY não operou ontem (7) devido ao feriado americano do Dia do Trabalho.

Em análise divulgada na última sexta-feira (4), o diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa destacou que “é bem provável que o mercado de açúcar no médio prazo, definido aqui como os próximos seis meses, fique restrito a um aborrecido intervalo de preços entre 11 e 14 centavos de dólar por libra-peso.

No entanto, ainda não se sabe a extensão do estrago que os fundos podem submeter o mercado caso decidam liquidar a total ou parcialmente a imensa posição comprada que possuem. Também está fora do radar a verdadeira magnitude da avaria provocada pela pandemia no consumo de açúcar no mundo e seus reflexos nos próximos meses. Esses dois eventos podem – pontualmente – fazer o mercado cruzar essas fronteiras”.

O diretor da Archer destaca ainda que é bom lembrar que “com o açúcar abaixo de 11 centavos de dólar por libra-peso praticamente ficam afastados do mercado internacional todos os competidores diretos do Brasil, inclusive ele mesmo.

Poucas empresas no Centro-Sul conseguiriam exportar açúcar com margem positiva nesse nível de preço. Ou seja, comprar futuros de açúcar a 11 centavos de dólar por libra-peso ou mesmo vender uma put (opção de venda) nesse preço de exercício não requer muito esforço nem habilidade. Sendo assim, é uma boa aposta”.

O açúcar branco listado em Londres também fechou em baixa na maioria dos vencimentos da última sexta-feira. A única exceção foi a tela de outubro/20 que subiu 90 cents de dólar na tonelada, negociada em US$ 354,50. Os demais lotes caíram entre 2,40 e 3,50 dólares cada.

Açúcar no Brasil

No mercado interno o açúcar cristal teve sua 14ª alta seguida no indicador Cepea/Esalq, da USP, na última sexta-feira (4). A saca de 50 quilos foi negociada em R$ 85,74, valorização de 0,33% no comparativo com a véspera.

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