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Safra 2021/22: preços elevados garantem boas margens, mesmo com aumento dos custos

Unidade Produtora de Jataí
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As margens operacionais na safra 2021/22 tendem a ser novamente positivas para as usinas do setor sucroenergético diante dos bons preços projetados tanto para o etanol quanto para o açúcar.

Entretanto, de acordo com os analistas do Itaú BBA, o setor enfrentará um aumento relevante de custos e a rentabilidade poderá ser inferior à observada na safra passada, a depender do momento da fixação do açúcar e da aquisição dos insumos.

“É importante lembrar que na safra anterior, alguns fatores acabaram reduzindo os custos fixos, como os excelentes níveis de ATR e o clima seco, que além de contribuir para encher a indústria também evitou as paradas não planejadas das usinas”, afirmam os analistas do banco.

Leia também: Açúcar: safra global terá déficit e preços seguem firmes

Nesta safra, além desses fatores serem diferentes, outros custos aumentaram significativamente no comparativo com o ano passado, com destaque para as elevações dos preços do diesel, fertilizantes, defensivos agrícolas, aço, mão de obra, entre outros.

Além disso, com as altas dos preços do açúcar e do etanol, o valor do ATR subirá, o que deverá puxar para cima o custo da cana de fornecedores e de arrendamento.

Um outro fator importante é a elevação da competição pela cana de terceiros no spot que, com a quebra da produtividade, pode impactar ainda mais no preço da matéria-prima, principalmente em regiões que sofreram mais com a seca.

Oportunidades de Hedge

Os analistas do Itaú BBA alertam que as usinas devem ficar atentas também às oportunidades de hedge para as próximas safras, diante de uma combinação de um ambiente de incertezas ainda existente e dos preços futuros em patamares atrativos mesmo considerando as altas recentes de custos.

“No momento do preparo deste material, os preços em reais por tonelada da safra 2022/23 oscilavam ao redor de R$ 1.900/t. No entanto, é relevante ter alguns cuidados”, afirmam os especialistas.

O primeiro dele, segundo os analistas, é que é recomendável que possíveis avanços de fixação estejam relacionados às canas próprias. Além disso, não se pode excluir do radar o risco de que os custos possam apresentar aumentos adicionais e trazer alguma corrosão da margem esperada no momento do hedge.

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