Compartilhar

A oferta de etanol deve cair na safra 2021/22. Com o mix de produção da safra do Centro-Sul do Brasil voltado para o açúcar e a menor disponibilidade projetada de ATR total, a oferta do biocombustível a partir da cana na safra 2021/22 deve cair para 24 milhões de m³ na safra, uma redução de 11,9% comparado à anterior. Essa é a estimativa do Itaú BBA.

Já a produção de etanol de milho deverá crescer 32,5% na safra, saindo de 2,6 milhões de m³ para 3,4 milhões de m³, número que poderá ser revisado para baixo a depender das cotações do grão.

“No total, a produção de etanol deverá ser de 27,9 milhões de m³ versus 30,4 milhões de m³ em 2020/21”, projetam os analistas.

Consumo terá alta de 7%

Depois da forte queda em 2020 causada pelas medidas restritivas da pandemia, o cenário que se projeta nesta safra é de melhora, com crescimento de 7% no consumo do Ciclo Otto.

Segundo o Itaú BBA, com a oferta de etanol mais enxuta, o consumo de hidratado perderá participação enquanto o anidro terá uma relevância maior juntamente com a gasolina. Além disso, os preços de hidratado na bomba seguirão a paridade com a gasolina C, próximos dos 70%, durante praticamente a safra inteira.

Leia também: Safra 2021/22: produtividade dos canaviais pode cair 6,8%

“Em um cenário de elevada paridade entre etanol e gasolina, câmbio ainda desvalorizado e assumindo que os preços do petróleo também possuam pouco espaço para quedas significativas, as cotações do etanol deverão flutuar em patamares superiores aos do ano passado”, afirmam os analistas.

Cogeração

Com relação as cotações de energia no mercado spot, embora naturalmente seja esperada uma grande volatilidade, as expectativas do Itaú BBA são de que os preços médios sejam superiores aos observados em 2020/21, de R$ 174/MWh no Sudeste, diante da combinação entre a redução da capacidade dos reservatórios e de um possível aumento da carga (demanda) a reboque do crescimento econômico.

Por Natália Cherubin, com informações do Itaú BBA

Cadastre-se em nossa newsletter