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Produção de cana cresceu mais de 180% nas últimas décadas

Colheita de cana
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Por: redação RPAnews

A produção de cana-de-açúcar cresceu 184% nos últimos 30 anos, mostrou um estudo compilado por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) que avaliou as áreas de cana no país entre os anos de 1990 a 2018.

Intitulado como a “Dinâmica do Cultivo de Cana-de-açúcar no Brasil”, o levantamento traz uma série de dados como os fatores que levaram às mudanças na produção nas diferentes regiões. Um desses motivos é a diversificação de produtos gerados a partir da matéria-prima como açúcar, cachaça e etanol.

Além disso, nota-se o avanço nos manejos e tecnologias, variedades mais produtivas e a mecanização da colheita. Segundo o estudo, nos últimos 29 anos, a ocupação de áreas com cana-de-açúcar no Brasil passou de 4,27 milhões de hectares em 1990 para 10,04 milhões de hectares colhidos em 2018.

Isso representa um aumento de 6,15 milhões de hectares, ou 135%, em termos de área colhida. Já a produção foi ampliada em cerca de 184%, indo de 262,7 milhões de toneladas em 1990 para 746,8 milhões em 2018.

O maior incremento ocorreu após 2006, cerca de 60%. Tal fato aconteceu por conta de novos plantios em regiões de expansão como noroeste paulista, triângulo mineiro e porção sudeste da região Centro-Oeste atingindo o ápice de extensão de plantio com 10,42 milhões de hectares em 2014.

O estudo mostra ainda que, com relação à produtividade média nacional, verificou-se incremento significativo. Os valores saltaram de 61,5 toneladas por hectare em 1990 para 74,4 toneladas por hectares em 2018, representando um aumento de cerca de 21 %.

De olho na sustentabilidade

No documento, os pesquisadores explicam que com o cenário atual e crescente da colheita crua e possível encerramento total da queima dentro do setor canavieiro, outras práticas que contribuem para emissões de GEE possivelmente passarão a ter maior destaque.

Cabe destacar que o setor canavieiro é um dos que estão inseridos mais fortemente na Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que premiará os produtores de biocombustíveis com melhor desempenho energético-ambiental.

Com isto estima-se uma nova mudança na dinâmica da produção canavieira, com aumento significativo de produtividade e até uma expansão, mesmo que pouco significativa, para novas áreas e sem afetar o meio ambiente.

Os autores afirmam que “este será um importante passo para a implementação de práticas de manejo conservacionista que propiciem a queda das emissões de GEE provenientes da queima de resíduos agrícolas”. Estas práticas têm impulsionado a produção de biocombustíveis, baseada na previsibilidade e na sustentabilidade ambiental, econômica e social.

Leia o trabalho na íntegra clicando aqui.

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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

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