SRB questiona citação a Roberto Rodrigues em relatório de CPI

Entidade manifesta apoio ao prosseguimento das apurações de falhas e irregularidades do BNDES, mas defende reputação do ex-ministro em sugestões de indiciamentos

Na tarde de ontem, 10, a Sociedade Rural Brasileira (SRB) se manifestou publicamente para afirmar que confia absolutamente no caráter ilibado do engenheiro agrônomo Roberto Rodrigues, ex-presidente da entidade e ex-ministro da Agricultura do Brasil.

Segundo a SRB, Rodrigues batalha na defesa do agro há mais de 40 anos e é incapaz de praticar qualquer irregularidade em qualquer cargo público ou privado. “Nos anos que passou a frente do Ministério da Agricultura, defendeu ferrenhamente o produtor rural brasileiro e foi responsável pela sobrevivência do modelo de agropecuária baseado na iniciativa privada e na economia de mercado”, afirmou em nota enviada à imprensa.

A manifestação da SRB é uma reação à citação do nome de Rodrigues no relatório final da Comissão de Assuntos Parlamentares (CPI) apresentado na Câmara dos Deputados, na última terça-feira. O relatório ainda deve ser votado no Plenário da Comissão.

Leia também 

RenovaBio: ANP soma 140 pedidos de certificação

Raízen está com mais de 100 vagas de emprego

Roberto Rodrigues é citado no relatório em razão de sua atuação no período entre janeiro de 2003 a julho de 2006 como membro do Conselho de Ministros da Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

De acordo com a entidade, não há dúvidas que Roberto Rodrigues é um dos mais reconhecidos defensores da agronegócio brasileiro e possui uma destacada atuação na esfera pública.

“Roberto Rodrigues liderou importantes órgãos, instituições e associações representativas. Atualmente, ocupa o posto de Embaixador Especial da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), e é Coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV)”, afirma.

A Sociedade Rural Brasileira ainda reiterou seu apoio à CPI do BNDES, com punição a ex-presidentes, ex-ministros, empresários e ex-servidores julgados culpados por irregularidades.