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Tributação nos acordos trabalhistas judiciais e extrajudiciais

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*Leonardo Cardoso Quintino de Oliveira

Leonardo Oliveira, advogado junior do escritorio Pereira AdvogadosA Lei 13.876/2019 sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro no final de setembro alterou o artigo 832 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e estabeleceu a incidência de impostos nos valores recebidos pelos trabalhadores através dos acordos trabalhistas judiciais ou extrajudiciais.

Referida lei vem para pôr um fim em uma prática comum no país em estabelecer todo o valor do acordo como indenização para fugir da incidência da contribuição previdenciária e do imposto de renda.

Com isso, os acordos não podem apenas discriminar os valores como indenizatórios, caso existam verbas de natureza remuneratória, tais como férias, 13º salário e horas extras. Para que os valores de acordos trabalhistas sejam considerados indenizatórios, o pedido original deve ser restrito a verbas indenizatórias, não resultando na incidência efetiva de contribuição previdenciária e imposto de renda.

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A atualização da legislação tem a intenção de ampliar a arrecadação previdenciária sobre verbas salariais, as quais incidem os referidos tributos ora mencionados. Por isso, é necessário ter cautela no cálculo dos valores de acordos, tendo em vista que a incidência dos custos para recolhimentos previdenciários poderá elevar seu valor final.

Outro ponto importante a ser destacado: os valores de natureza remuneratória não poderão ter como base de cálculo valores mensais menores que o salário mínimo ou do piso da categoria do trabalhador.

Assim, as inovações trazidas pela Lei 13.876/2019 podem trazer um volume menor de acordos trabalhistas, tendo em vista que trará um impacto direto nos valores recebidos pelos empregados, em razão da incidência de tributos nos acordos judiciais e extrajudiciais.

*Leonardo Cardoso Quintino de Oliveira é advogado Júnior no Pereira Advogados

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Campanha reforça ações integradas com foco em segurança, meio ambiente e eficiência operacional A Raízen anunciou o lançamento de sua estratégia integrada de prevenção e combate a incêndios para a safra 2026/27, diante da aproximação do período seco e da possibilidade de eventos climáticos extremos. A iniciativa, que passa a vigorar a partir de maio, é estruturada por meio da campanha “Quem Ama a Terra, Não Chama o Fogo” e tem como base a integração entre segurança, preservação ambiental e eficiência operacional. A companhia informa que o tema permanece como prioridade para a nova safra, com investimentos direcionados a pessoas, tecnologias e equipamentos. A campanha reúne diversas frentes de atuação coordenadas, incluindo plano de mídia, realização de carreatas e blitz educativas, ações pedagógicas em escolas, iniciativas de relações públicas e reforço da comunicação interna. De acordo com Hamilton Jordão, gerente corporativo de Operações Agrícolas da Raízen, a antecipação do período seco tem exigido intensificação das ações preventivas. Segundo ele, a prevenção de incêndios é tratada como um dos pilares das práticas no campo, com integração entre eficiência operacional e relacionamento com as comunidades do entorno. A estrutura de resposta a incêndios da companhia inclui monitoramento 24 horas com uso de satélites, sensores e softwares de inteligência, além de previsões meteorológicas e treinamentos de brigadas. Para a safra 2026/27, teve início a instalação de câmeras de alta precisão na unidade Barra, que utilizam inteligência artificial para prever e mitigar riscos antes mesmo do surgimento de focos de incêndio. O trabalho preventivo abrange o monitoramento de mais de 430 mil hectares de cana-de-açúcar. Segundo Jordão, a segurança da comunidade e a integridade das operações demandam atuação conjunta entre equipes, parceiros e sociedade, com foco na continuidade e sustentabilidade das atividades. Para a campanha deste ano, a Raízen contará com uma frota de 238 veículos de brigada, sendo 206 caminhões-pipa e 32 Veículos de Intervenção Rápida (VIR), além de um contingente de mais de 600 brigadistas dedicados e cerca de 1.300 colaboradores treinados para suporte. A companhia também atua em parceria com Corpo de Bombeiros, polícias Rodoviária e Ambiental, prefeituras, associações, fornecedores de cana e empresas parceiras, promovendo treinamentos e campanhas educativas com foco na prevenção de incêndios. Como parte das ações de combate, a Raízen disponibiliza a Central Contra Incêndios pelo telefone 0800 770 22 33, canal voltado ao reporte imediato de ocorrências em canaviais, além da orientação para acionamento do Corpo de Bombeiros pelo número 193. Entre os principais fatores que contribuem para o surgimento e a propagação de incêndios estão o descarte de bitucas de cigarro em estradas, fogueiras, soltura de balões, rituais religiosos em áreas abertas, limpeza de terrenos em regiões próximas a cidades e rodovias, além de incêndios criminosos. Condições climáticas como tempo seco, altas temperaturas e ventos intensos também ampliam o risco de propagação do fogo. Em relação às práticas agrícolas, a empresa destaca que atua em conformidade com o “Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde” e informa que não utiliza o fogo em nenhuma etapa de seus processos. A queima da palha da cana-de-açúcar foi eliminada há anos nas áreas de atuação da companhia, com adoção exclusiva de colheita mecanizada, sem envolvimento com focos de incêndio ou práticas de queimadas em suas operações no campo.

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