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Usina é atendida e bancos ampliam prazo para pagamento de dívida de R$ 1,7 bilhão

Com o custo do diesel representando perto de 20% dos custos totais da cana na esteira da usina, os ganhos financeiros com a produção de biogás e biometano são gigantescos
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Negociação firmada com as instituições financeiras estabeleceu alongamento do fluxo de pagamento de três para cinco anos

As instituições financeiras Itaú e Rabobank anunciaram, neste mês, a conclusão do acordo firmado com a Usina Coruripe para ampliação do prazo de pagamento de uma dívida de R$ 1,7 bilhão da empresa. Os dois bancos foram os coordenadores do reperfilamento das dívidas da Coruripe e ficaram responsáveis, junto a um sindicato composto por outras seis instituições financeiras, pela aprovação do alongamento do fluxo de pagamento de três para cinco anos. A negociação também envolveu um bônus adimplência que implica em uma redução no custo dos empréstimos, tanto em dólar quanto em real.

As tratativas comerciais foram bem sucedidas e o acordo garante a alteração do cronograma de pagamento, sendo 10% da dívida na safra vigente e de 15% em cada uma das próximas quatro safras, com liquidação dos 30% finais em 2025. De acordo com o presidente da Coruripe, Mario Lorencatto, a formalização da negociação com os credores marca um novo ciclo na empresa, permitindo a readequação dos prazos de vencimentos da dívida em relação à projeção da geração de caixa das atividades operacionais. “Teremos um fluxo de caixa mais adequado, com redução de R$ 400 milhões na necessidade de captação na safra atual, como contrapartida a uma estrutura de garantias mais robusta”, afirma.

Ele explica que houve adoção de novo Covenant, com a previsão de melhoria da relação dívida líquida/Ebitda de 3 (em março de 2020) para 2 (em março de 2025). Também foram reestruturadas as garantias, com adição de parte das terras em alienação e ações do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) em segundo grau. O fluxo de desembolso das parcelas de principais e juros será em setembro, dezembro e março.

Além dessas iniciativas, que colocam a Coruripe em uma posição privilegiada, mesmo em tempos de incertezas, a companhia trabalha em um forte programa de eficiência, que vai garantir aproximadamente R$ 90 milhões adicionais em economia, bem como em frentes inovadoras na gestão de fornecedores de cana e automação de processos corporativos. “Nossa empresa se reposicionou em todos os fundamentos nos últimos dois anos e temos recebido o reconhecimento de nossos parceiros de mercado”, afirma Lorencatto.

Resultados positivos
As quatro unidades da Usina Coruripe em Minas Gerais registraram forte ritmo de produção de açúcar entre abril e junho deste ano (primeiro trimestre da safra 2020/2021). No período, a moagem acumulada de cana-de-açúcar foi 4,6% superior ao que havia sido orçado: foram processadas cerca de 4,64 milhões de toneladas enquanto o volume previsto era de 4,43 milhões de toneladas. Com eficiência industrial de 88,44% na safra atual, a empresa teve produção de açúcar equivalente (AE) 9,6% maior que o resultado no mesmo período da safra 2019/2020.

A receita líquida consolidada, de abril a junho de 2020, foi de R$ 486,4 milhões: 39,6% maior que o previsto. Em relação ao mesmo período da safra passada, houve um crescimento de 26%. O resultado foi motivado principalmente pelo aumento significativo do volume de vendas de açúcar VHP e leve aumento do tipo cristal. “A melhora na qualidade da matéria-prima e na eficiência industrial impactou positivamente nossa produção”, afirma Lorencatto.

Nos três primeiros meses da safra 20/21, o lucro operacional da empresa foi de R$ 91,2 milhões com margem de 18,8%, enquanto o orçado era de R$ 15,7 milhões com margem de 4,5% (no mesmo período da safra anterior, foi de R$ 17 milhões, com margem de 4,4%). O resultado de lucro operacional foi impulsionado pelo aumento das vendas e, principalmente, pelos preços líquidos realizados bem superiores ao orçamento e aos obtidos na safra anterior.

Já o Ebitda ajustado acumulado no primeiro trimestre da safra atual foi de R$ 161,4 milhões com margem de 33,2% sobre a receita líquida. Em relação ao orçamento para o mesmo período, o desempenho e a margem foram bem superiores: o orçamento indicava R$ 104,5 milhões com margem de 30%. No mesmo período da safra 19/20, o Ebitda ajustado foi de R$ 128,5 milhões com margem de 33,3% sobre a receita líquida.

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