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Com dívidas de 2 bilhões, USJ pede recuperação judicial

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A USJ – Usina São João de Araras, apresentou um pedido de recuperação judicial na justiça de Araras, SP, onde fica localizada a unidade, que detém a participação de 50% da SJC Bioenergia, que tem duas unidades no Estado de Goiás.

Em decisão publicada na  segunda-feira, 16, pelo juiz Matheus Romero Martins, da 2ª Vara Cível, a empresa Laspro Consultores é quem fica encarregada de fazer a avaliação das companhias e verificar a regularidade dos documentos apresentados.

O documento protocolado na última quinta-feira, 12, segundo o jornal Valor Econômico, inclui uma proposta de pagamento acordada com a maioria dos bondholders, com quem a USJ tem dívidas de cerca de R$ 2 bilhões.

A pedido de RJ entregue traz o resultado de negociações diretas feitas com o equivalente a 89% dos detentores de títulos emitidos pela USJ. O plano de pagamento envolve a venda de três fazendas e da participação da USJ na SJC Bioenergia, além do repasse do valor de dois precatórios referentes a ações contra o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Um terceiro precatório, ainda pendente de decisão judicial, também pode entrar no acordo.

O plano ainda estipula a manutenção de contratos de arrendamento com a USJ, garantindo o cultivo de cana para as usinas do grupo. A SJC Bioenergia, a Cargill – que detém 50% de participação – teria concordado em não exercer seu direito de preferência sobre as ações da USJ.

As ações da SJC Bioenergia levantariam o equivalente a R$ 1,5 bilhão, valor insuficiente para liquidar a dívida total da USJ. A proposta da sucroenergética envolveria pagar o valor restante após um período de carência de de 10 anos.

O valor seria amortizado por meio de dividendos operacionais e, caso não seja quitado em 30 anos, com até 5% de ações da USJ, sem direito a voto.

No pedido de RJ, a USJ afirmou que a crise é momentânea e pontual e o cenário futuro do setor tem perspectiva otimista, dada a recuperação dos preços do açúcar e do etanol. A USJ está sendo representada pelo escritório Thomaz Bastos, Waisberg e Kurzweil Advogados.

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