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Com produção menor, preço do etanol fica fortalecido neste ano

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Se a safra de cana-de-açúcar que se encerrou foi de preços médios do etanol hidratado mais elevados para os consumidores, a que entra não deverá ser diferente.

Na avaliação da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção de etanol hidratado —o que vai diretamente ao tanque do carro, sem mistura com gasolina)— deverá recuar 10% na safra que se iniciou neste mês.

A produção total de etanol, após o recorde de 2015/16, apresenta a segunda queda seguida. Nas contas da Conab, a safra renderá 26,5 bilhões de litros, 4,9% menos do que na anterior.

Já a produção de álcool anidro, o que vai misturado à gasolina, deverá aumentar para 11,4 bilhões de litros, 2,4% mais. Esse aumento ocorre porque o consumo de gasolina, com preços mais vantajosos para os consumidores, deverá crescer.

Moagem

A Conab estima uma redução da moagem de cana-de-açúcar para 648 milhões de toneladas nesta safra, 1,5% menos do que na anterior. A queda se deve a uma diminuição da área cultivada para 8,84 milhões de hectares.

Esse recuo ocorre devido a empresas em recuperação judicial, à baixa competitividade do etanol, ao clima adverso na safra anterior e à devolução de terras arrendadas.

São Paulo, o líder em área de cana, terá um recuo de 4,5% no plantio, que é de 4,6 milhões de hectares.

A produtividade média do setor cresce para 73,3 toneladas de cana por hectare no Brasil. Essa evolução se deve à recuperação de áreas de produção e à estimativa de um clima melhor.

O setor volta ter os olhos fixados mais no açúcar do que no etanol. Mesmo com a redução de área, a produção de açúcar se manterá em 38,7 milhões de toneladas no país.

Investimentos maiores em projetos ligados à melhoria da produtividade e maximização na produção levam os produtores para o açúcar, segundo os técnicos da Conab.

São Paulo

A região Sudeste deverá moer 422 milhões de toneladas, 3,2% menos do que na safra anterior. Em São Paulo, líder nacional, a moagem recua para 352 milhões de toneladas, 18 milhões a menos do que em 2016/17.

Essa queda na moagem se deve a área e produtividade menores. São Paulo colherá 77,3 toneladas por hectare, ante 77,5 na anterior

(Fonte: Folha de São Paulo)

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