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O professor Paulo Sentelhas, titular de Agrometeorologia da Esalq/USP, costuma ser mais cauteloso que os meteorologistas profissionais quando de diagnósticos acima de 10, 15 dias.

Nesse sentido, de acordo com ele, com chuva ou sem chuva, todas as culturas anuais, perenes e semi-perenes deverão sofrer severas perdas de produtividade, pressionando os volumes esperados das safras.

As chuvas praticamente cessaram em março e abril não deram as caras. Com isso, a retenção hídrica dos solos, melhorada de dezembro a fevereiro – “mas com algumas regiões sob irregularidade e volumes menores” -, se esgotou. Depois de um segundo semestre de 2020 que já havia secado as reservas.

Entre as culturas mais prejudicadas no Sudeste, pelo grau de importância, a principal é cana. “Embora em alguns lugares a perda de produtividade será de 5%, em uma porção muito grande de lavouras alcançará até 30%”, afirma o professor. Em plena safra recém iniciada, as perdas médias de produção, segundo análises do mercado sucroenergético, vão de 6% a 10%.

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