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Clima tem ajudado na colheita da cana

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No acumulado desde o início da safra 2018/2019, em abril até 15 de maio, a moagem de cana de açúcar alcançou 102,52 milhões de toneladas, contra 80,52 milhões contabilizadas em igual período do ciclo anterior.

Para Padua, o clima seco observado desde o início dessa safra tem favorecido a colheita da cana, mas deve impactar o rendimento da lavoura a ser colhida nos próximos meses. “Além disso, a falta de chuvas tem permitido uma retomada da qualidade da matéria-prima processada nas primeiras quinzenas do ano-safra”, acrescentou.

De fato, a concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana processada até 15 de maio, registrou alta de 3,37%, atingindo 120,54 kg por tonelada.

Em relação ao número de usinas em operação, o valor totalizou 243 unidades operando no Centro-Sul até 15 de maio. Até esta mesma data do último ano, eram 250 plantas em safra.

Produção de açúcar e etanol

“No acumulado desde o início da safra, 64,77% da cana foi direcionada à produção do combustível renovável, confirmando a expectativa de mix de produção mais alcooleiro e de maior oferta de etanol no mercado doméstico”, ressalta Pádua.

O volume acumulado de etanol alcançou 4,81 bilhões de litros, sendo 1,24 bilhão de litros de anidro e 3,57 bilhões de litros de hidratado. No caso do hidratado, esse volume representa um incremento de 81,25% sobre o índice registrado no mesmo período do ciclo 2017/2018.

Já o açúcar alcançou, desde o início da safra até 15 de maio, uma produção de 4,15 milhões de toneladas.

“Caso não tivesse ocorrido mudança no mix das usinas, a produção acumulada de açúcar já teria superado 5 milhões de toneladas. A retração de 49,12 kg de açúcar por tonelada de cana processada verificada na safra 2017/2018 para 40,46 kg nessa safra, permitiu uma redução próxima a 1 milhão de toneladas na fabricação acumulada de açúcar”, observa o diretor da UNICA.

Mais vantajoso

Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e compilados pela UNICA mostram que em cinco Estados – São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás -, abastecer com o etanol é economicamente vantajoso em comparação à gasolina. Estes estados agregam cerca de 55% da frota nacional de veículos leves.

Para Antonio de Padua Rodrigues, diretor Técnico da UNICA, “nesse momento, o hidratado se consolida como opção mais barata que o derivado fóssil, além de ser um combustível limpo e renovável. Adicionalmente, o etanol anidro misturado à gasolina também tem atenuado os aumentos de preço da gasolina”, afirma.

Portanto, nesse momento em que se discute a redução no preço do combustível, é fundamental que qualquer alteração de tributos seja realizada de forma proporcional para o biocombustível, garantindo que sua competitividade não se altere.

Texto extraído do Portal Siamig

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