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Setor sucroenergético é um dos que mais contribuem para a preservação do meio ambiente

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O setor sucroenergético brasileiro é certamente um dos segmentos industriais e da agricultura do Brasil que mais contribuem para a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) e para a proteção e recuperação de vegetação nativa e matas ciliares. No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta terça-feira (05/06), o diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antônio de Padua Rodrigues, lista os benefícios gerados pela utilização do etanol em veículos flex ao longo dos últimos 15 anos e as iniciativas adotadas em favor da preservação da biodiversidade nos canaviais.

“São muitos exemplos para demonstrar o compromisso do setor sucroenergético com ações voltadas à sustentabilidade. Desde 2003, o uso do etanol em carros flex evitou a emissão de mais de 450 milhões de toneladas de CO2, um dos principais causadores do aquecimento global. Seria preciso cultivar mais de 3 bilhões de árvores para mitigar este volume em 20 anos”, afirma Padua, exemplificando o potencial do biocombustível para a descarbonização do transporte veicular no Brasil.

Na última semana (01/06), durante evento na Itália, a FCA, representante das montadoras Fiat, Jeep, Dodge, Chrysler, Maserati, Alfa Romeo, RAM e Lancia, reforçou a aposta neste modelo bem-sucedido anunciando a intenção de continuar investindo em veículos que tenham o etanol como alternativa de uso combustíveis fósseis.

“O Brasil é o único país que tem uma verdadeira alternativa [o etanol] ao petróleo”, afirmou o CEO da FCA, Sérgio Marchionne, durante evento da companhia. Além de elogiar a posição do País ao adotar o etanol como alternativa à gasolina, o executivo anunciou uma importante decisão: até 2021, nenhum carro de passeio vendido pela marca na Europa, África e Oriente Médio terá motor a diesel. Modelos 100% elétricos e híbridos farão parte do novo portfólio, incluindo o Brasil, que também receberá  tecnologia eletrificada e de combustão à etanol.

Boas práticas

Produzir um combustível capaz de reduzir em até 90% a emissão de CO2 em comparação à gasolina não é o único benefício proporcionado pela maior indústria sucroenergética do mundo. De acordo com o diretor Técnico da UNICA, nos últimos dez anos, somente no Estado de São Paulo, o setor foi responsável pela proteção e restauração de mais de 259 mil hectares de matas ciliares e 8.230 nascentes, além de praticamente eliminar a queima da palha da cana como método pré-colheita. Os resultados foram alcançados graças ao Protocolo Agroambiental, assinado em 2007 pelo governo de SP e representantes da cadeia sucroenergética (Unica e Orplana).

Antes da mecanização da colheita, as populações próximas às áreas de cultivo reclamavam da presença da fuligem decorrente queima. “Com isso, deixou-se de emitir mais de 8,65 milhões de toneladas de CO2 e mais de 52 milhões de toneladas de poluentes atmosféricos, números equivalentes à emissão diária de 151 mil ônibus durante um ano. A biodiversidade também foi preservada, evitando a morte de inúmeros animais presentes nas lavouras canavieiras”, conclui Antonio de Padua.

Fonte – Unica
 

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Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

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