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Clima pode ajudar safra de cana em Jaú (SP) a “empatar” com a de 2016

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Chuva em abril e maio e temperatura estável são as únicas condições que manteriam números da produção de cana.

Previsões são conservadoras para a atual safra. Na foto, canavial às margens da SP-304, entre Jaú e Bariri.

As previsões estão conservadoras para a safra de cana-de-açúcar na região de Jaú, que teve início no último sábado. Na melhor das hipóteses, a produção deve empatar com o último ciclo, ainda assim se chover de forma suficiente em abril e maio e as temperaturas não caírem muito.

No ano passado, a região compreendida por 11 municípios produziu 19,8 milhões de toneladas, contra 20,3 milhões da safra anterior. A baixa renovação dos canaviais e as oscilações climáticas contribuem para as previsões pouco otimistas.

“Se realmente tiver chuva suficiente para abril e maio e a temperatura não cair muito, no máximo nós empataríamos com a produção passada”, afirma o presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Região de Jaú (Associcana), Eduardo Vasconcellos Romão, que também preside a Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana).

Na Região Centro-Sul, a fabricação de açúcar deve alcançar 35,5 milhões de toneladas, aumento de apenas 0,4% em comparação ao ano passado. A de etanol, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), tende a cair em 24,2 bilhões de litros (redução de 4,06%).

Com 11 usinas e sete frigoríficos, a produção agrícola da região vem diminuindo pelo menos desde 2011, de acordo com Romão. Os rendimentos que já chegaram a R$ 2 bilhões/ano nunca mais atingiram esta marca, e hoje alcançam em média R$ 1,5 bilhão/ano. A queda impacta diretamente as demais cadeias produtivas, com destaque para a metalurgia.

Preços

O setor sucroalcooleiro encerrou a safra 2016/2017 com preços superiores aos dos ciclos anteriores, tanto para o açúcar quanto para o etanol.

Mesmo com demanda menor no Brasil e no exterior, o combustível rendeu de 1% (hidratado) a 2% (anidro) a mais.

A pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) Evelise Rasera Bragato explica que a oferta dos etanóis diminuiu porque as usinas direcionaram a maior parte da cana para produção de açúcar. “Na bomba, o preço não ficou em desvantagem com relação aos outros anos”, lembra a pesquisadora.

A exportação também caiu na última temporada. Foram embarcados 1,3 bilhão de litros, queda de 36,9% no comparativo com o ciclo anterior, resultando em receita de US$ 727 milhões.

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Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

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