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Açúcar: contratos futuros fecham em baixa nas bolsas

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Os preços do açúcar seguiram em baixa nessa quarta-feira (8). Na bolsa de Nova York, a commodity caiu 12 pontos no vencimento março/20, com negócios firmados em 13.47 centavos de dólar por libra-peso. Já os lotes para maio/20, de maior liquidez, caíram 11 pontos e fecharam em 13.56 centavos de dólar por libra-peso. Nas demais telas a desvalorização oscilou entre 7 e 10 pontos no comparativo com os preços da sessão anterior.

Em Londres, o açúcar branco também fechou negativo em todos os vencimentos. A tela para março/20 fechou em US$ 361,30 a tonelada, recuo de 1,80 dólar no comparativo com os preços praticados véspera. Já a tela maio/20 caiu 2,10 dólares, ficando em US$ 366,20 a tonelada. Nos demais lotes a desvalorização oscilou entre 1,40 e 3,70 dólares.

Mercado doméstico

No mercado interno os preços do açúcar cristal voltaram a cair, de acordo com os índices do Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada nessa quarta-feira em R$ 73,34, desvalorização de 0,70% no comparativo com os preços da véspera.

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Mercado de açúcar enfrenta tempestade perfeita com efeito El Niño, mudança de posição dos fundos e quebras de safra global Especialistas apontam volatilidade histórica, revisões para baixo na produção do Centro-Sul brasileiro e desafios industriais com a cana no campo. São Paulo, outubro de 2026 – O mercado global de açúcar e commodities vive um momento de forte volatilidade e reconfiguração de cenários, impulsionado por fatores macroeconômicos e climáticos. A discussão fez parte da programação desta terça-feira, 27 de outubro, durante a 26ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol. Durante o painel “Fundamentos do Mercado Internacional de Açúcar”, moderado por Thiago Duarte, Associate Partner do BTG Pactual, e com a participação de lideranças do setor, representado por Jeremy Austin (Diretor Geral da Sucden Brasil), Mario de Rezende Barbosa (Diretor de Estratégia da LDC) e Paulo Garcia (CEO da Vital Commodities), foram debatidos os impactos do fenômeno El Niño, o comportamento especulativo dos fundos e os gargalos na produção do Centro-Sul do Brasil, além de quebras nas safras da Índia e da Europa. O papel do El Niño e a virada histórica dos fundos O mercado internacional registrou uma reviravolta histórica na posição dos fundos especulativos e em contratos em aberto, impulsionado por uma tempestade perfeita macroeconômica que envolveu o avanço do El Niño e conflitos geopolíticos. O moderador Thiago Duarte relata que aprendeu com Plínio Nastari, presidente da DATAGRO, que nenhuma safra é igual à outra, todas têm suas características próprias, o que fica evidente no ciclo de produção atual. “O mercado muda muito, tem o El Niño que está agindo muito, tem parte especulativa que foi comprando, estavam com 100 mil lotes vendidos, agora são 120 mil lotes comprados. O El Niño que está atingindo antes do previsto o Centro-Sul do Brasil, então a produção está mais complicada, mais atrasada com chuvas”, diz Jeremy Austin, Diretor Geral da Sucden Brasil. Revisão de safra e desafios industriais no Centro-Sul No Brasil, a produção enfrenta atrasos e perdas consideráveis. A necessidade de maximizar o açúcar o mais cedo possível e o comportamento dos fundos frente aos fundamentos foram pontuados por Mario de Rezende Barbosa, Diretor de Estratégia da LDC. “Virou algo muito mais macro do que o próprio fundamento do açúcar; o açúcar foi comprado em busca de commodity por muitos fatores. A maximização de açúcar o mais cedo possível faz parte da premissa que estamos usando hoje”, considera. No entanto, a gestão desse volume traz desafios operacionais severos para a indústria, como a cana “pisada” e as incertezas sobre o calendário de moagem. “Eu ouço muito dizer que as usinas vão começar em março; eu acho muito difícil que isso aconteça, porque quando todas as usinas estão se organizando para moer próximo ao Natal. Todas elas passam por uma entressafra e vão estar entregando seus equipamentos e os prestadores de serviço em janeiro”, acredita Paulo Garcia, CEO da Vital Commodities. Cenário internacional: Índia e Europa Os participantes do painel também falaram sobre o cenário internacional, pontuando que tanto a Índia quanto a Europa registraram quedas expressivas em suas estimativas de produção, pressionando ainda mais a balança global e reduzindo os excedentes exportáveis frente à lentidão nos embarques indianos e à diminuição de área plantada no continente europeu.

Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

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