Home Sem categoria Acordo com Índia sobre açúcar não terá efeito imediato
Sem categoria

Acordo com Índia sobre açúcar não terá efeito imediato

Compartilhar
Apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter afirmado que o Brasil poderá retirar a ação que move contra a Índia na Organização Mundial do Comércio por conta dos subsídios à produção e exportação de açúcar, o setor sucroalcooleiro não espera mudanças na política indiana para o produto num futuro próximo.
Para representantes do setor, a visita de Bolsonaro àquele país serviu para marcar um início de uma nova postura da Índia, que com seus subsídios vem desregulando o mercado de açúcar e prejudicando outros países que são grandes produtores, como o Brasil, Austrália e Guatemala.
“Não será uma mudança imediata, mas é uma semente lançada. Pelas informações que eu tenho é que eles foram receptivos. Acho que o Brasil e a Índia podem trabalhar juntos e se conhecer mais”, comentou o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha.
Na capital indiana, Bolsonaro disse que o Brasil não vai exigir nada em contrapartida, caso atenda à solicitação do primeiro-ministros.Narendra Modi de retirar a ação na OMC, mas o presidente ressaltou que seria importante que a Índia aumentasse sua produção de etanol.
Segundo Cunha, ao estimular a produção de etanol, a Índia deixaria de desestabilizar o mercado de açúcar, hoje com um.preço 25,5% menor que há quatro anos, quando o país iniciou sua política de subsídios ao setor. “Menos açúcar (no mercado internacional) iria reequilibrar os preços internacionais.
E eles passando a equilibrar a produção com etanol para mistura com o petróleo também ajudaria o país que é um importador de petróleo.refinado sob a forma de combustíveis”, disse Cunha, salientando que o reequilíbrio do preço do açúcar seria positivo para a criação de empregos na cadeia do produto.
O executivo defende, inclusive, que a mudança de foco para o etanol na produção de cana da Índia, poderia beneficiar bastante os produtores do Nordeste. “A nossa região tem um perfil consolidado muito açucareiro.
Enquanto no Brasil 35% da cana produz açúcar e 65% etanol, no Nordeste 43% vai para açúcar e o restante para o combustível. Precisamos de preços mais estáveis”, disse, descartando sobrepreço do produto, já que, segundo Cunha, os preços estão depreciados pela atuação da Índia. No geral, em 2019, o intercâmbio comercial entre Brasil e Índia foi de US$ 7,5 bilhões.
Compartilhar

Episódio 23: O etanol de milho pode mudar o futuro das usinas brasileiras?

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Renovabio
Sem categoria

MME abre consulta pública sobre metas de descarbonização do RenovaBio para 2026-2035

O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu nesta quinta-feira (11) a...

MercadoSem categoria

Conab mantém projeção de recorde de produção de grãos em 2024/25

Companhia estima colheita de 322,4 milhões de toneladas, volume 8,2% maior do...

AgrícolaSem categoriaÚltimas Notícias

Monitoramento de produtividade de cana-de-açúcar com o uso do NDVI

A cana-de-açúcar é uma das principais culturas agrícolas do Brasil e de...

Sem categoria

Cbios: Governo pretende transferir regulação de títulos

A responsabilidade sobre a regulação financeira dos Cbios (Créditos de Descarbonização) poderá...