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Usinas fecham preços do açúcar com antecipação inédita

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Doze meses antes de sequer começar a safra 2022/23, as usinas brasileiras já asseguraram os preços pelos quais venderão pouco mais de 3 milhões de toneladas de açúcar durante o período. O volume corresponde a 12% do que se estima que será exportado na temporada, de acordo com levantamento da Archer Consulting.

O preço médio fixado para a próxima safra é de 13,34 centavos de dólar por librapeso, sem considerar o prêmio de polarização. Hoje, os contratos futuros de açúcar demerara negociados na bolsa de Nova York para entrega em maio de 2022, por exemplo, fecharam em 15,56 centavos de dólar a libra-peso, e os para março de 2023, a 14,66 centavos de dólar a libra-peso.

Em reais, o valor médio de fixação para a próxima safra está em R$ 1.696 por tonelada (FOB posto no porto de Santos), equivalentes a R$ 0,7383 por libra-peso. Ambos os valores já incluem o prêmio de polarização.

Em relatório, o sócio diretor da Archer, Arnaldo Corrêa, ressalta que essa é a primeira vez em que as usinas começam a fechar os preços de uma safra com ao menos 12 meses de antecedência. Assim, não há comparação histórica com a situação de fixações antecipadas para esta época do ano.

Desde 2011, quando a consultoria começou a fazer essa apuração, as operações de hedge da safra seguinte começavam em agosto do ano que antecedia a temporada. Em nota, Corrêa avalia que “as usinas nunca aproveitaram tão bem as oportunidades do mercado futuro, o que denota grande maturidade na gestão de risco”.

Ele observa, porém, que a antecipação das operações não é homogênea para todo o setor, e é uma prática concentrada entre o quartil de empresas que se encontra no perfil de melhor situação financeira e, assim, com mais acesso a crédito. “O percentual de usinas que possui crédito, linhas de financiamento e conta de futuros aberta nas corretoras ainda é pequeno”, diz.

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