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Durante o mês de dezembro, os preços do açúcar ficaram entre US$ 14 e15 cents por libra-peso, porém na última semana de 2020 as seções foram marcadas por firme movimentação de alta em NY. A expectativa é que nos próximos meses os preços se mantenham firmes.

De acordo com relatório mensal do Itaú BBA, o preço do açúcar no vencimento de março de 2021 fechou o mês de dezembro com alta de 6,8% comparado com o final do mês anterior, em US$ 15,49 cents de libra-peso, patamar mais alto desde fevereiro de 2020.

“Dentre os fatores que movimentaram o mercado no mês de dezembro destacam-se o ambiente macroeconômico favorável com a depreciação do dólar e valorização do petróleo. Adicionalmente, a oficialização do subsídio da Índia e a divulgação dos volumes de importação da China no mês de novembro, que foram superiores a 2019, também ajudaram a dar impulso aos preços”, analisam os consultores do Itaú BBA.

 Em relação à Índia, a oficialização do subsídio indiano às exportações de açúcar foram de INR 5.833/t (vs INR 10.448/t referente a safra global 2019/20), que incidem sobre o volume de 6 milhões de toneladas. Considerando esse patamar de subsídio, a paridade dos preços do adoçante para exportação oscila em torno de US$ 15,5 a 16,3 cents por libra-peso.

Sobre as importações chinesas de açúcar, o mês de novembro apresentou o volume total de 710 mil toneladas, representando alta de 115% comparado a novembro/19.

Segundo o Itaú BBA, no acumulado, a importação de outubro e novembro foi de 1,6 milhões de toneladas, alta de 95% sobre o mesmo período de 2019.

Índia, China e safra brasileira

No tocante à safra brasileira, segundo o último relatório da UNICA referente a 1ª quinzena de dezembro no Centro-Sul, o volume total de produção de açúcar acumulado da safra 2020/21 até o momento é de 38,18 milhões de toneladas, recorde histórico de produção local do adoçante.

“Nosso cenário aponta para preços firmes do açúcar em NY ao longo dos próximos meses. Em relação ao balanço de O&D global da safra 2020/21, apesar de não ter ocorrido mudanças representativas no mês de dezembro, a perspectiva de déficit tem se consolidado dado as produções menores de Europa e Tailândia”, informa o boletim do Itaú BBA.

Com isso, o mercado global já começa a sinalizar a necessidade do açúcar indiano. Com a forte valorização das cotações nos últimos dias, a paridade de preço do adoçante produzido na Índia já se encontra favorável para exportação. Com a redução de produção da Tailândia e a entressafra brasileira o produto indiano deve apresentar vantagem comercial até meados de março de 2021.

Por Natália Cherubin, com informações do Itaú BBA

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