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Em Paulínia o preço de hidratado fechou dezembro em R$ 2,10 por litro, uma queda de 1,3% em relação à última semana do mês anterior. Durante o mês, houve negociações pontuais por parte das distribuidoras e as usinas que entraram no mercado acabaram cedendo nos preços.

Segundo análise do Itaú BBA, mesmo com a demanda mais aquecida com o final de ano no varejo, as incertezas da pandemia e medidas restritivas dos governos levaram as distribuidoras a serem mais cautelosas no volume de compra e adotaram estratégias como originação de outros estados e retirada de produtos negociados anteriormente.

“Isso ajuda a explicar essa queda dos preços do biocombustível nas usinas a despeito dos aumentos dos preços etanol na bomba a reboque da elevação da gasolina A puxada, por sua vez, pelas altas das cotações do petróleo no mercado internacional”, explicam os consultores do banco em boletim mensal.

Olhando para frente, a oferta de etanol mais restrita dado o período de entressafra tende a reduzir a competitividade do biocombustível em relação à gasolina.

Em relação ao consumo, a ANP divulgou os dados de novembro de 2020 com o volume de vendas de etanol hidratado somando 1,7 bilhão de litros, queda de 8,9% sobre outubro.

Essa foi a 1ª redução de demanda em relação ao mês imediatamente anterior desde maio de 2020. O consumo de gasolina C também registrou queda versus o mês de outubro de 2020 em 5,1%.

Em novembro os preços do etanol ficaram em patamares próximos a equivalência do fóssil nas bombas no Estado de São Paulo (70-71% de paridade), o maior polo de consumo de biocombustíveis do país.

“Pontos de atenção em relação ao mercado de etanol são as medidas restritivas em alguns estados brasileiros que podem reduzir a demanda de combustível, além das preocupações de lockdown em outros países, que podem afetar negativamente os preços do petróleo no mercado internacional”, afirma, os especialistas do Itaú BBA.

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