Açúcar: fixação de preço dispara a 78% da exportação esperada

As usinas do Brasil tinham fixado preços em contratos de vendas de açúcar para mais de 15 milhões de toneladas da safra 2020/21 até o final de fevereiro, ante cerca de 12 milhões de toneladas no mês anterior, estimou nesta quinta-feira a Archer Consulting, apontando avanço nos negócios em um ambiente de dólar em máximas históricas.
“Se assumirmos que o Brasil deve exportar 19,5 milhões de toneladas de açúcar na próxima safra, compreendidos aí os embarques entre abril de 2020 até março de 2021, então podemos afirmar que 78% do volume de exportação da safra já estaria fixado”, disse em nota o sócio-diretor da Archer, Arnaldo Luiz Correa.

Esse percentual, pontuou ele, está bem acima da média dos últimos cinco anos nesse período, de 49,7%.

O valor médio apurado nas fixações das usinas é de 13,76 centavos de dólar por libra-peso (sem prêmio de polarização), equivalentes a 1.313 reais por tonelada FOB Santos (com polarização).

No ano passado, no mesmo período, o valor médio das fixações era de 13,09 centavos de dólar por libra-peso (sem pol.), equivalentes a 1.163 reais por tonelada FOB Santos (com pol.).

Segundo a Archer, o dólar médio no mês de fevereiro de 2020 foi mais elevado do que aquele observado no mês anterior (4,3450 contra 4,1509). Já o preço médio de fechamento de Nova York em fevereiro, de 15,11 centavos de dólar por libra-peso, superou o do mês de janeiro em 6,63%.

O Brasil é o maior exportador global de açúcar, e deve produzir mais este ano, em um ambiente de déficit global, segundo a expectativa de alguns analistas de mercado.