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Agro vai em busca de crédito privado

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Produtores brasileiros buscaram mais financiamento de bancos privados a juros livres nos cinco primeiros meses do ano. “A Selic caiu muito e hoje a pequena diferença entre as taxas de linhas oficiais e de mercado é menos relevante para o agricultor”, resume Roberto França, diretor de Agronegócios do Bradesco. “Além disso, operações com bancos privados têm processo mais simples de contratação”, afirma.

De acordo com matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, os desembolsos de Bradesco, Santander e Banco do Brasil no período cresceram 27%, 35% e 23,7%, respectivamente, em comparação a igual período de 2019.

Nos bancos privados, houve maior demanda por empréstimos com recursos livres – dinheiro do próprio banco com juros sem subsídio. Há um ano, diz França, o crédito de custeio subsidiado e o livre tinham o mesmo peso na carteira do agro, enquanto agora os empréstimos a juros livres já são mais da metade do total. No Santander, cerca de 70% da carteira se refere a linhas com taxas de mercado, segundo Carlos Aguiar, diretor de Agronegócio.

A maior demanda por dinheiro, explicam os executivos, se deve aos planos de expansão da produção na próxima safra e à alta do dólar, que obriga produtor a gastar mais em real com a mesma quantidade de insumos agrícolas.

De janeiro a maio, o Bradesco desembolsou R$ 3,4 bilhões e contava com carteira de mais de R$ 30 bilhões; Santander, R$ 6 bilhões e R$ 22 bilhões, respectivamente; BB, R$ 30,5 bilhões e R$ 186,2 bilhões.

Apesar de o volume contratado para custeio no Pronamp (para médios produtores) ter aumentado 34% de julho de 2019 a abril de 2020, sobrou dinheiro da linha nos bancos. Do total dos depósitos à vista destinado ao programa, havia cerca de R$ 1 bilhão sem uso em abril, segundo o Banco Central. “Com a Selic baixa, para muitos produtores a burocracia em relação à taxa (do Pronamp) não compensa”, diz Aguiar.

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