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Agronegócio: exportações do segmento sucroenergético sobem 56%

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As exportações do segmento Sucroalcooleiro subiram 56% e garantem um saldo comercial 23,9% maior que o obtido no mesmo período de 2019. Em 2020, as exportações do agronegócio paulista apresentaram aumento de 12,9%, totalizando US$ 17,23 bilhões; enquanto as importações recuaram 11,9%, somando US$ 4,13 bilhões.

Com estes resultados, obteve-se um superavit de US$ 13,10 bilhões, montante 23,9% superior ao obtido em 2019, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA).

No mesmo período, as exportações totais do Estado somaram US$ 42,39 bilhões e as importações de US$ 51,42 bilhões, registrando um déficit comercial de US$ 9,03 bilhões. O principal motivo dessa expressiva queda no acumulado do ano é a pandemia por Covid-19, que afetou as exportações de algumas das principais mercadorias da indústria extrativista e de transformação, como os óleos brutos de petróleo, querosenes de aviação, gasolina e óleo combustível, aviões e automóveis, entre outros, explicam José Alberto Angelo, Carlos Nabil Ghobril e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, pesquisadores do IEA.

Os principais grupos nas exportações do agronegócio paulista foram: Complexo Sucroalcooleiro (US$ 6,40 bilhões, sendo que, desse total, o açúcar representou 84,4% e o álcool 15,6%), Carnes (US$ 2,30 bilhões, em que a carne bovina respondeu por 87,4%), Complexo Soja (US$ 1,91 bilhão), Produtos Florestais (US$ 1,54 bilhão, com participações de 49,9% de papel e 37,3% de celulose) e Sucos (US$ 1,40 bilhão, dos quais 96,7% referentes a sucos de laranja). Esses cinco agregados representaram 78,6% das vendas externas setoriais paulistas.

Em relação aos destinos das exportações do agronegócio paulista, a China se mantém na primeira posição, com US$ 4,11 bilhões, montante 38,9% maior que o obtido em 2019. Na sequência vem a União Europeia, com US$ 2,65 bilhões e os Estados Unidos, com US$ 1,66 bilhão.

Completam os 10 principais destinos em termos de participação: Bangladesh (2,8%), Coreia do Sul (2,7%), Índia (2,6%), Indonésia (2,4%), Arábia Saudita (2,2%), Nigéria (2,1%) e Marrocos (1,8%).

Os pesquisadores destacam as diferenças na composição das pautas dos principais parceiros comerciais do agronegócio paulista: a China importou principalmente produtos do Complexo Soja (32%), Carnes (27,8%), e Sucroalcooleiro (21,4%); enquanto a União Europeia deu preferência para os Sucos (34,3%, basicamente suco de laranja), Produtos Florestais (11,1%), Sucroalcooleiro (8,3%) e Café (10,1%).

Já os Estados Unidos apresentam pauta bastante diversificada, composta principalmente pelos grupos do Complexo Sucroalcooleiro (25,2%), Carnes (17,1%), Sucos (15,3%) e Produtos Florestais (10,4%). Na sequência, de Bangladesh até Emirados Árabes, mais Egito e Malásia, concentraram suas importações no Complexo Sucroalcooleiro, muitos acima de 80% de representatividade.

Balança Comercial do Brasil

A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 50,89 bilhões, em 2020, com exportações de US$ 209,82 bilhões e importações de US$158,93 bilhões. No mesmo período, as exportações do agronegócio apresentaram alta 4,1%, alcançando US$ 100,81 bilhões, o segundo maior resultado obtido nas exportações setoriais, US$ 360 milhões menor do que o valor exportado no ano de 2018. Já as importações recuaram 5,2%, registrando US$13,05 bilhões, gerando um superavit (recorde) de US$ 87,76 bilhões. Esse superavit é o maior da história do setor do agronegócio brasileiro, superando em US$630 milhões do valor registrado no ano de 2018 (US$ 87,13 bilhões).

O Complexo Soja (US$ 35,24 bilhões) se mantém como o principal grupo com 35% de participação nas exportações do agro brasileiro. Na sequência aparecem: Carnes (US$ 17,16 bilhões, com a carne de bovina representando 49,4% desse total, e as carnes de frango e suína, 34,9% e 13,4%, respectivamente), Produtos Florestais (US$ 11,41 bilhões, com participações de 52,5% de celulose e 32,2% de madeira), Complexo Sucroalcooleiro (US$ 9,99 bilhões, dos quais 87,8% de açúcar) e o grupo de Cereais, Farinhas e Preparações (US$ 6,89 bilhões, sendo 84,8% do milho em grão e 7,3% do arroz). Esses cinco grupos agregados representaram 80% das vendas externas setoriais brasileiras.

Em 2020, as exportações setoriais de São Paulo representaram 17,1% em relação ao agronegócio brasileiro. A participação paulista no agronegócio nacional destacou-se nos grupos: Sucos (87%), Produtos Alimentícios Diversos (74,9%), Plantas Vivas e Produtos de Floricultura (69,4%) e Complexo Sucroalcooleiro (64,1%).

Em relação ao ano anterior, sobressaíram-se os aumentos nas participações de São Paulo nos grupos: animais vivos (+6,7 pontos percentuais), plantas vivas e produtos da floricultura (+5,2 p.p.) e bebidas (+3,7 p.p.) destacam os pesquisadores.

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