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Analista diz que mercado de açúcar deve ter déficit global em 2019/20

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O mercado global de açúcar deve ter um déficit de 6,3 milhões de toneladas na temporada 2019/20, com a produção caindo para uma mínima de quatro anos, disse o analista do Grupo Sopex, John Stansfield, em apresentação durante conferência do setor em Nairobi nesta quarta-feira.

A produção global deve cair para 177,1 milhão de toneladas, enquanto o consumo deverá crescer para 183,4 milhões de toneladas.

Na temporada 2019/2018, a estimativa é de um superávit global de 2,5 milhões de toneladas.

A produção brasileira de açúcar foi estimada em 25,5 milhões de toneladas em 2019/20, com recuo ante um pico de 36 milhões de toneladas em 2017/18. Na Índia, a produção foi estimada em 26,5 milhões de toneladas, ante 32,9 milhões na temporada anterior.

Stansfield também afirmou que a confirmação de um déficit na temporada 2019/20 pode disparar coberturas de vendidos por fundos.

Especuladores detêm atualmente posições vendidas líquidas recorde nos futuros do açúcar bruto.

Açúcar: recuperação dos preços deve ocorrer de modo gradual

Assim como a maioria dos analistas e participantes do mercado de açúcar e etanol, o Rabobank, espera uma virada do ciclo em 2019/2020. A previsão é de déficit no balanço mundial de açúcar. A companhia estima déficit global de 5 milhões de toneladas.

A avaliação faz parte do relatório trimestral do banco sobre commodities agrícolas. Entretanto, no curto prazo, as projeções indicam que há muito estoque disponível para exportação. “Isso ilustra as grandes entregas nos vencimentos de contratos recentes em Nova York e Londres”, pondera a empresa no relatório.

Leia também: etanol: ataques contra a Arábia Saudita refletem no preço

Para o banco, esse é um dos principais motivos pelos o cotações do açúcar encontra dificuldade para se manter acima dos 11 centavos de dólar por libra-peso.

A recuperação 

“Acreditamos que qualquer recuperação dos preços em 2019/20, na ausência de imprevistos, ocorrerá gradualmente. Mesmo assim, as recentes elevações do câmbio geraram oportunidades para fixar bons preços em reais. Em torno de R$ 1.300/t nos vencimentos mais distantes, até março 2022”, diz o banco.

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