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Atvos quer moer 35 milhões de t em seis anos

Atvos quer moer 35 milhões de t
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Com a aprovação do seu plano de Recuperação Judicial aprovado na última Assembleia Geral dos Credores, ocorrida na última quarta-feira, 20, a Atvos afirmou que terá capacidade de fortalecer sua estrutura de capital e retomar os seus investimentos e seu plano de negócios.

O objetivo da companhia é chegar na capacidade de moagem de 35 milhões de t de cana em seis anos. A safra 2019/20 fechou com uma moagem total de 26,9 milhões de t de cana-de-açúcar, um crescimento de 1% em comparação com o ciclo de 2018/2019, segundo a companhia.

Leia também: Prioridade, segundo Atvos, é pagar fornecedores e parceiros agrícolas

Foram produzidos 2,14 bilhões de litros de etanol (hidratado e anidro), além de 235 mil toneladas de açúcar VHP e da cogeração de 2,8 mil GWh de energia elétrica a partir da biomassa.

Com um total de 498 mil hectares de canavial, na safra passada foram plantados 67 mil ha (considerando plantio próprio e realizado por fornecedores), uma diminuição de 7,6% em comparação à safra passada, decorrente principalmente das restrições de caixa. Dessa área plantada, 92% foram voltados à renovação, fundamental para a empresa atingir sua maturidade operacional.

Para esta safra 2020/21, a Atvos projeta moer cerca de 26,9 milhões de toneladas de cana, o que deverá ser suficiente para produzir 1,9 bilhão de l de etanol e 447 mil de t de açúcar. A empresa revelou que deverá investir R$ 350 milhões em renovação e expansão de canaviais, equipamentos agrícolas e aprimoramentos industriais este ano.

Plano de negócios

Além de aumentar capacidade de moagem, até a safra 2025/26, a Atvos também quer aumentar de 13% para 17% as taxas de renovação do canavial que terá sua idade média reduzida de 3,9 anos para 3 anos.

Em relação à expansão, estão previstos 55 mil novos hectares de plantio. Hoje, a empresa administra 498 mil hectares de cana.

“A expectativa é alcançar em seis safras a produção de 2,7 bilhões de litros de etanol, 317 mil toneladas de açúcar VHP e 3,6 mil GWh de energia elétrica a partir da biomassa da cana-de-açúcar”, afirmou a companhia.

Com a diluição de custos promovidos pelo aumento da moagem, a Atvos afirma que espera melhorar de forma significativa a rentabilidade das operações.

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